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Vida Canadense

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600 dias!

28 de setembro de 2025 by Anderson dos Santos

Despertador toca para acordamos cedo para fazer os nossos exercícios. De repente, logo após silenciar o alarme, chega um e-mail do IRCC – Immigration, Refugees and Citizenship Canada. Tensão no ar. Duas semanas antes, 19 de janeiro de 2024, a gente recebeu o convite provincial para aplicação da residência permanente pela província de Ontário aqui no Canadá (OINP – Ontario Immigrant Nominee Program) pelo FWS – Foreign Worker Stream. A gente se inscreveu para o OINP antes pela categoria ISS – International Student Stream – pela Tati que tinha se formado no Lambton College em Sarnia em agosto de 2021, e dois anos se passaram depois da sua formatura e o Programa não teve nenhuma rodada de convites. Pouco mais de um mês depois de sermos excluídos do pool, já em outubro de 2023, por uma dica do nosso amigo Davi, nos inscrevemos para o FWS. Já tinhamos mais de 2 anos de experiência em profissões com TEER (Training, Education, Experience, and Responsibilities) que exigiam nível superior, notas do Inglês com CLB alto, pontuação no Express Entry na casa dos 480 pontos e que não baixava dos 500 há cerca de um ano e a solução era ter uma nomeação provincial, que nos daria de 75 a 600 pontos para podermos sermos chamados no Express Entry. Agora, 2 de fevereiro era o último dia para postar todos os documentos que nos pediram, e o RH deixou para o último dia para nos dar a informação que faltava. Chegamos em casa, postamos, e agora e esperar. O site do OINP nos informou que o tempo de processamento dos documentos eram 120 dias. Bora esperar! A carta da nomeação do OINP chegou! Foram 118 dias de processamento. A província aceitou nossa documentação, nosso vínculo com a província (empregos, casa própria, filha, etc.) e querem que viremos Ontarianos! Só um detalhe: depois da aplicação (a gente fez todos os vistos por conta própria, sem consultoria ou advogado de imigração) descobrimos que o FSW é um processo não Express Entry, que demora até 9 meses para o processamento total, e que a província nos daria até 600 pontos. No caso, mais uns 5 meses teríamos a nossa Residência Permanente no Canadá. Mas tudo bem. O tempo de processamento eram 9 meses e a carta nos dava o direito de aplicar para o BOWP – Bridge Open Work Permit -, até 2 anos de visto de trabalho, para aguardar o processamento. Mas pelos grupos do Facebook, a galera estava recebendo a residência permanente em 6 meses, um mês a mais que o Express Entry. Nossos vistos de trabalho vencem em 15 de janeiro de 2025, então, dá tempo de chegar a Residência Permanente. Bora levantar toda a documentão para aplicar agora no programa federal PNP – Provincial Nominee Program. Todos os documentos levantados, agora foi aplicar para o PNP no portal do IRCC. Pagamos uma paulada! Tempo de processamento 10 meses. Até 9 de maio de 2025 seremos residentes permanentes. A Laura nasce em London! 3.1 kg e 50 cm. Nossa caçulinha! A segunda canadense da família! Estou de férias escolares e a Tati de licença gestante de 1 ano. Minha prima Paulinha está aqui para nos ajudar. Recebemos a AOR – Acknowledgement of Receipt – do IRCC e que nossa solicitação foi recebida para a Residência Permanente, foi considerada completa e agora está sendo processada. Mas teremos que fazer a coleta da biometria novamente, devido a algumas fraudes, todos os aplicantes a partir de 2024 devem fazer de novo, mesmo que as nossas estivessem ainda válidas até 2029. Não tinha data próxima para colher a biometria em London, nem Windsor e nem Toronto. Achamos para o dia seguinte em Hamilton. Vou ter que faltar do trabalho. Que trânsito estava entre London e Hamilton! Saímos de casa antes das 8h da manhã, mais de 2 horas de viagem, mas conseguimos chegar a tempo para coleta das nossas biometria. A coleta da Tati não estava nítida, mas com um pouco de insistência a qualidade melhorou e conseguimos colher. Mais uma etapa vencida. Agora voltar pra London, que tenho que chegar até 12h50 para dar aula na parte da tarde para os meus alunos dos grades 7/8. Recebemos a PAL – Pre-arrival Letter – que é carta de pré-chegada (também chamada de convite para serviço de pré-chegada) é uma comunicação do governo canadense (IRCC) aos candidatos à residência permanente que indica que seu pedido foi aprovado em princípio e que eles têm direito a serviços gratuitos de pré-chegada para ajudá-los a se preparar para a vida e o trabalho no Canadá antes da mudança. Esses serviços incluem avaliação de idioma, reconhecimento de credenciais e conexão profissional, e podem ser acessados ​​online e pessoalmente. Como já estamos no Canadá há quase 5 anos, essa carta é mais um sinal positivo que nosso processo está andando! A galera dos grupos do Facebook que aplicaram para o PNP alguns meses antes da gente já começaram a ser residentes permanentes! Se Deus quises, logo somos nós! Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, renunciou. A popularidade dele estava lá embaixo porque muita gente tem colocado a culpa na piora dos serviços públicos, aumento dos alugueis e dos preços das casas, na onda de imigração gigantesca que aconteceu em seu governo. A população do Canadá aumentou 1 milhão de pessoas em 2023, só para ter uma ideia. Nossa aplicação não tem nenhuma outra notificação até agora. Se entrar um governo conservador, ele promete paralisar todos os programas de imigração. Tomara que a gente tenha a residência permanente antes das eleições federais e o pior ocorra. Nossos vistos de trabalho vencem em 3 dias. Não temos escolha, a não ser aplicar para o BOWP. A carta da nomeação provincial era válida por 4 meses para aplicar para o visto. Vamos ver se com a AOR ajuda. Depois de aplicamos, uma extensão automática de 6 meses foi emitida, e não podemos mudar de emprego até 12 de julho de 2025. Como a Tati continua de …

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4 anos de Canadá

1 de janeiro de 2024 by Anderson dos Santos

Quem poderia imaginar que já se passaram 4 anos desde nossa chegada ao Canadá? Em dezembro de 2019, eu, a Tati e o Gui embarcamos nessa jornada que nos levou de Campinas, passou por Sarnia e agora nos trás para London, no Canadá. Ao longo desse período, testemunhamos mudanças significativas, vivenciamos novas experiências, superamos desafios e nos aventuramos por esse incrível país. Neste vídeo, compartilhamos nossa trajetória e respondemos perguntas dos nossos seguidores. Com transparência, clareza e sinceridade, abordamos diversos temas, inclusive aqueles mais desafiadores, oferecendo nossas opiniões honestas. Junte-se a nós para conhecer mais sobre nossa vida, adaptações, e os altos e baixos desse caminho que escolhemos trilhar no Canadá! Não se esqueça de se inscrever no canal para mais conteúdos sobre nossa jornada no Canadá! Até mais, galera!

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Experiência Única: Avistando a Aurora Boreal no Sul do Canadá

1 de janeiro de 2024 by Anderson dos Santos

E aí, pessoal, beleza? Umas das primeiras vezes que fiquei curioso sobre o Canadá, na minha vida, foi ainda garoto na aula de Geografia (ou será que foi em Ciências?) a professora explicava sobre as camadas da atmosfera e falou sobre a Ionosfera e em um dos slides mostrou a foto de uma Aurora Boreal, que aparecia nos países do Hemisfério Norte próximo do Círculo Polar Ártico, como o Canadá. Achei aquilo incrível e eu, um menino pobre da periferia de Campinas, fiquei imaginando se um dia ainda veria aquilo com meus próprios olhos. Corta para mais de 30 anos depois daquela aula no ginásio (ou ensino fundamental?), ano de 2021, estudava inglês já aqui no Canadá, e meu professor Joseph Kobylka perguntou para a sala quais foram as primeiras vezes que apareceram o Canadá nas nossas vidas. Aí eu lembrei de duas lembranças bem antigas lá dos anos 80: uma era a cidade de Montreal (um dia eu quero contar sobre essa cidade) e a segunda foi sobre um dia que eu queria ver a Aurora Boreal por causa daquela aula que eu tive. Meu professor Joseph achou interessante essa informação, porque eu tinha dito “Aurora Borealis”, e tive que explicar para meus outros colegas de sala o que era o fenômeno. Aí, durante a aula, Joseph nos disse que a maioria dos canadenses não saberiam dizer o que era isso por esse nome porque é um nome do latim e uma linguagem mais sofisticada que eu como professor de Ciências e Matemática teria sentido em usar, mas a maioria dos canadenses a chamariam por outro nome “Northern Lights”. Na aula ele me disse que se quisesse ver as Nothern Lights em Ontario eu teria que viajar para o extremo norte da província, mas possivelmente, eu teria que ir ainda mais para o norte do país, talvez indo para o Quebec. Falei que com certeza um dia eu alugaria um trailer e faria essa viagem para ver esse fenômeno e de quebra, passaria por Montreal, outra lembrança de infância. Chega agora em 2023, o pessoal começa a falar sobre uns avistamentos de UFOs aqui na região. Se você não soube sobre isso, pode ser que foi só noticiado aqui na América do Norte. Bom, estou eu voltando do meu trabalho perto meia-noite do dia 23 para 24 de março, pego aBradley Ave, que se você conhece é um breu a noite, e vejo umas luzes verdes dançando no céu. Pensei: “será que é algum fenômeno relacionado com os UFOs”? Curioso, parei o carro no acostamento, tentei tirar fotos com meu celular e saíram todas escuras. Tentei fazer uma selfie e nada, tudo escuro. Aí entrei nas configurações, aumentei o tempo de exposição da foto para 2 segundos, e começou a melhorar. Aumentei para 5 segundos e chegou na foto deste post. Fui pra casa, todos dormiam, tomei uma ducha, fiz um copo de leite e entrei nos sites de notícias locais para ver se alguém falava alguma coisa. Nada. Fui dormir ainda pensando em algo relacionado com os UFOs. No dia seguinte, acordo e os grupos que participo aqui de London começaram a falar da Aurora Boreal que apareceu em London na última noite. Abri o celular para ver a foto e falei alto: “Caramba, não acredito que consegui ver!” A Tati, minha esposa, perguntou o que foi, mostro a foto e mando para o grupo de inglês que ainda fazia parte, conto que eu tinha achado que era algum fenômeno UFO, mas que sem querer tinha visto a Aurora Boreal. O meu ex-professor Joseph ficou feliz que eu tinha conseguido ver, lembrou da aula que eu tinha falado sobre o evento e compartilhou que o fenômeno iria se repetir de novo a noite. Durante o dia, muita gente de London e região sabendo dessa informação, começou a se organizar para caçar os melhores lugares para visualização da Aurora Boreal. Mas fez uma noite nublada e só quem conseguiu achar um lugar longe de London conseguiu ver o fenômeno. Meus colegas mais para o norte de Ontário, como Berry e Ottawa, tiveram mais sorte e conseguiram ver. Nas outras noites também falaram que tinha chance de ver o fenômeno, mas as chances eram pequenas, e foram diminuindo dia após dia. Foram os principais assuntos aqui em London naqueles dias: melhores locais para verem a Aurora Boreal, gente postando fotos fake e montagens que eram logo desmascaradas, melhores aplicativos para alertar aonde ver a aurora e a frustração da galera que não conseguiu ver. Mas fiquei feliz, porque eu testemunhei um evento super raro de acontecer aqui no sul do Canadá e economizei uma boa grana com trailer e camping para poder ver um dia a Aurora Boreal, digo, as Northern Lights. E você já presenciou um fenômeno natural inesperado? Até mais!

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ECA REPORT pela WES: Como fazer a validação eletrônica do diploma sem tradução

14 de fevereiro de 2022 by Anderson dos Santos

Fala pessoal! Beleza? Lá no meu Instagram, quando eu disse que minha esposa e eu fizemos nossos ECA Reports, equivalência dos nossos diplomas brasileiros aqui no Canadá para Imigração e Trabalho, sem tradução juramentada nem envelope lacrado, muita gente quis saber, e ainda quer, como nós procedemos. Nossos ECA Reports foram feito pela WES, World Education Services, uma instituição amplamente reconhecida aqui no Canadá, e os custos ficam por volta de 300 dólares canadenses (neste preço estão inclusos o ECA Report, mais impostos e as taxas de envio da cópia física do relatório para um endereço aqui no Canadá). Lembrando que eu fiz a Equivalência dos nossos estudos, nós estudamos na UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, aqui no Canadá mas Equivalência não é Revalidação. Mas qual a diferença? Equivalência de diploma é um processo para que o governo canadense (ou até outra organização) saiba que tipo de curso você fez. Afinal, os dois países tem sistemas educacionais diferentes (e provavelmente existem países que são ainda mais diferentes). A Equivalência serve para duas coisas a princípio: primeiramente, provar para algum processo de Imigração aqui do Canadá (são dezenas de processos), qual é a sua escolaridade. Por exemplo, eu fiz graduação em Química e uma especialização em Marketing Organizacional na UNICAMP. A equivalência pela WES foi de um Degree de 4 anos com minor em Education (porque também tenho licenciatura) em Chemistry e um Diploma de 1 ano em Marketing B2B. e também provar para algum empregador qual a sua escolaridade. Geralmente os empregadores confiam na sua palavra, ainda mais em profissões desregulamentadas, mas podem pedir para comprovar, e com o ECA Report em mãos, de uma instituição reconhecida em todo o Canadá fica muito mais fácil. Já Revalidação é o ato de reforçar, legitimar ou legalizar outro, para imprimir-lhe maior valor jurídico. No caso, no Canadá tem as profissões regulamentadas, no geral, são profissões que lidam diretamente com outro ser humano e/ou que em caso de erro, pode ter consequências graves. No geral, as profissões que exigem nível superior regulamentadas no Brasil, também são regulamentadas no Canadá. Advogados, médicos, fisioterapêutas, engenheiros, farmacêuticos são exemplos de profissões regulamentadas nos dois países. Mas aqui no Canadá, as profissões técnicas também podem ser regulamentadas. Por exemplo, em um serviço de instalação elétrica no Brasil as autoridades fazem vista grossa se a pessoa que vai fazer o trabalho é formado como eletricista ou não. No Canadá, como a maioria das casas são feitas em estruturas de madeira e outros materiais inflamáveis, só um eletricista regulamentado e certificado no Canadá pode fazer a instalação elétrica. Aí, um brasileiro que quer ser eletricista no Brasil, precisa revalidar seu diploma de eletricista de nível técnico do Brasil ou fazer o curso aqui. Ok, espero que tenham entendido que o que nós fizemos foram as Equivalências dos nossos diplomas. Lá no meu Instagram partilhei as nossas experiências e algumas pessoas economizaram uma boa grana ao fazerem o mesmo processo de equivalência, sem envio de envelope lacrado e nem tradução juramentada (desculpem, tradutores juramentados, mas muitos de nós precisamos economizar dinheiro o máximo possível). Como é uma pergunta recorrente, gravei um vídeo com a explicação mais detalhada de tudo o que fizemos. Também fiz um bate-papo rápido com a Evelyn Medina, que fez UNIMEP, Universidade Metodista de Piracicaba, e fez o processo quase idêntico ao meu. Abaixo alguns sites para vocês entenderem mais sobre o ECA Report e como usá-lo na imigração canadense. Site oficial do governo canadense sobre o processo de imigração: https://www.canada.ca Site da WES para fazer o ECA Report: https://www.wes.org Assista o vídeo que gravei: Até mais gente! Espero ter ajudado.

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Partiu London!

5 de novembro de 2021 by Anderson dos Santos

Halloween 2021. Dia de nossa mudança para London-ON. Depois de quase 2 anos (22 meses e meio) a gente precisou mudar de cidade. Não que a gente não gostasse de Sarnia, aliás amamos! Afinal, foi em Sarnia que iniciamos nosso capítulo no Canadá e também foi em Sarnia que nasceu nossa filha Malu, a primeira canadense de nossa família. Mas por que nos mudamos para London? Bom, a Tati terminou o curso Business Management – Human Resources, no Lambton College, no início de setembro de 2021. Foram 3 termos e um Co-op (tipo estágio supervisionado) para completar o curso. O Co-op finalizou em 19 de agosto, dia do primeiro aniversário da Malu (olha o ICI ou TCD aí!) e o College aceitou toda a documentação no início de setembro de 2021 e deu como encerrado o curso. Aí teríamos que aplicar para o PGWPP (Post-Graduation Work Permit Program) no dia seguinte da conclusão do curso, porque o tempo de processamento estava em 3 meses.

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Nosso primeiro ano no Canadá

7 de novembro de 2021 by Anderson dos Santos

Um ano de Canadá! Como Roberto Carlos cantou: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!” E quantas emoções! Quando a nossa consultora educacional, Poliana, perguntou se a gente queria vir com o Canadá com emoção ou sem emoção, e a gente escolheu a primeira opção, não esperava que Deus (ou o Universo) responderia: “Ah, é? Toma!” Brincadeiras à parte, queria compartilhar com vocês 5 Vivências e Aprendizados nesse primeiro ano de Canadá, e um ano de Sarnia-ON. Vamos lá? 1. Saudade Acho que se perguntar para quem mora no exterior o que mais pesa na vida de imigrante, para 99 em 100 pessoas, é a saudade (chutei esse número, e não é oficial, mas conheci gente que não tem um pingo de saudade da terra natal). Aqui saudade vou dividir em três tópicos: a. Saudade da família: a não ser que você tenha vindo de um lar abusivo ou desestruturado ou outro motivo forte, saudade da família vai ser bem grande. Se você vem com filhos, a impressão que dá é a de que você está aqui por eles, e nos dias que dá um nó na garganta, a voz embarga e os olhos marejam por causa da saudade, você lembra que está aqui por eles, a superação vem. Aí uma video-chamada, um aúdio no Whatsapp diminui, mas não aplaca. Acho que para quem vem sem filhos, a saudade deve ser muito maior. b. Saudade dos amigos: nós brasileiros temos três círculos de amizade como eu falei nesse post sobre amizade no Canadá. Aí, na pressa em ser aceito por um grupo, a gente escancara a nossa carência e vamos fazendo “amizade”. às vezes dá certo, outras vezes quebramos a cara. Mas se entendermos os três círculos, vamos sentir falta daquele amigos íntimos, que foram forjados ao longo de anos, que você pode falar ou fazer qualquer coisa, que ele vai estar do seu lado, como na amizade entre o Sam e o Frodo. Esses amigos são os que mais dão saudade. c. Saudades da cultura brasileira: brasileiro tem seus estereótipos. Somos calorosos, passionais, festeiros, falamos alto, a nossa culinária é rica, nossa TV, música, futebol e cinema são únicos. É claro que vai ter gente que vai botar um iptv para ter seu gatonet e acompanhar o BBB ou todos os campeonatos de futebol, ou que vai reclamar da pizza canadense, da churrasqueira à gás, da praia de água fria e por aí vai. Uma coisa que eu digo é: dá pra se virar e adaptar. E outra: a experiência fica muito mais rica quando você mergulha em outra cultura. Então, pra mim, saudades da cultura brasileira é bem gerenciável. 2. Medo Os medos me deixaram insônes diversas vezes. O primeiro medo foi o dinheiro. Quando fechamos o College e logo depois aplicamos para o visto, CAD$1 canadense estava custando cerca de R$3,04. Quando chegamos no Canadá, CAD$1 já estava R$3,12. Depois foi só subindo e não baixou mais. As reservas que a princípio durariam dez meses, logo durariam 9, 8, 7. Tínhamos que fazer dinheiro no país e logo, e nos falaram que era só chegar no Canadá que era emprego garantido em uma grande produtora de cannabis. Chegando aqui essa produtora demitiu mais de 10% dos trabalhadores e as contratações pararam. Mas não era um grande problema. Daria pra fazer dinheiro com aplicativos de entrega e de passageiros. O mesmo que falou da produtora de cannabis nos convenceu a comprar um carro logo, e disse que dava pra emplacar o carro com a carta de motorista G1. Era mentira. Só com a G2 ou a GFull era possível. Imagina o carro na garagem por um mês e ter que ligar todo dia por 10 minutos para não zerar a bateria durante o inverno. Quase 2 meses depois que cheguei no Canadá, consegui tirar a carta G Full, emplacar o carro e comecei a entregar pizza por indicação de outro brasileiro, mas queimamos quase três meses de reserva com a compra do carro no momento errado. No terceiro mês de Canadá comecei a fazer UBER e a instalar internet via rádio. No quarto mês, consegui um emprego full time, continuei fazendo UBER e instalando internet, porque nossas reservas durariam só dois meses sem trabalhar. Eram 60, 70 e às vezes mais de 80 horas de trabalho na semana para fechar as contas e minimamente recuperar parte das reservas. O meu maior medo era o dinheiro acabar e ter que voltar desempregado e mais pobre do que quando saí. Outros medos vieram. Gravidez surpresa da Malu, todo o pré-Natal e se a gente teria que pagar o parto cesariana. Se o Gui sentiria o impacto de se adaptar em outro país. A pandemia. Pensa que é mole? 3. Insegurança Antes de vir para o Canadá fui me matricular em uma escola de inglês perto de casa para um curso rápido. Me nivelaram como “avançado” e não tinha turma.Então dei um jeito de zerar as lições do Duolingo. Meu padrinho de casamento também deu algumas aulas para mim e pensei que daria pra me virar. Ledo engano. Cheguei no aeroporto de Toronto, não entendia ninguém falando comigo. Compramos chips para os celulares, alugamos nossa casa, instalamos internet, eletricidade e gás, mas quem negociou tudo foi minha esposa. Minha primeira entrevista de emprego, não entendi quase nada do que me perguntavam. Nem na segunda ou na terceira. Só consegui começar minhas aulas de inglês no YMCA em março de 2020 e em abril consegui meu emprego full-time. E a creche (daycare) para o Gui? Ao contrário de nossa cidade natal, aqui no Canadá não existem creches públicas. E pra dificultar, descobrimos que haviam três listas de espera em Sarnia: a primeira para crianças cidadãs canadenses; a segunda para filhos de refugiados e filhos de famílias com residência permanente; e a última para crianças de famílias com visto temporário e era nessa que o Gui entrou. A primeira lista rodava rapidinho; já a terceira nada. Em …

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Malu chegou!

25 de outubro de 2021 by Anderson dos Santos

Finalmente chegou a hora. 19 de agosto de 2020, 8h40 da manhã, Sarnia – ON. Um filme passou pela cabeça com a retrospectiva até ali. Depois da Páscoa do Leo em 03 de maio de 2019, chegar ao final de 2019 com a notícia de que a Tati estava grávida de novo e que tínhamos acabado de chegar no Canadá, teve o impacto de uma ogiva nuclear em nossas vidas. Fizemos todas as contas de quando que aconteceu a concepção e nada batia. Bom, só uma certeza: quando Deus quer, nada segura. No começo do ano, janeiro de 2020, descobrimos que o seguro-saúde do College não cobriria os custos do parto por ter sido um evento pré-início do College. OK, a gente suspeitava disso, então fomos aos exames pré-natal e descobrir como funciona o parto no Canadá e quanto custaria todo o procedimento, já que não estávamos inclusos no sistema público de saúde da província. Na primeira consulta, a profissional perguntou se queríamos ter o bebê. Foi muito estranho. Como o Canadá é um país que o aborto é permitido, a gente ficou meio incrédulo com a pergunta, porque era óbvio que teríamos. Após esse primeiro contato com o sistema de saúde, fomos encaminhados para a midwife (profissional de saúde que que ajuda mulheres saudáveis durante o trabalho de parto, o parto e após o nascimento do bebê, o equivalente à nossa parteira) e a Tati começou a tomar ácido fólico e outras vitaminas. Conversamos com a midwife, mas fomos encaminhados para um obstetra porque a Tati vinha de duas cesarianas, a última tinha sido feita há menos de 3 anos e um parto normal não poderia ser feito por ela, o que custaria, se fosse o caso, entre CAD$2 mil e CAD$5 mil No obstetra confirmamos que seria um parto cesariana, que não é muito comum no Canadá, e que por ser uma cirurgia extensa, custaria de CAD$25 mil a CAD$35 mil, inclusos o parto e 2 ou 3 dias de internação no hospital. Caramba! A gente já veio com dinheiro contado, poderíamos dar um jeito em último caso, mas resolvemos estudar o OHIP (saiba mais aqui) de cabo a rabo, para entrar no sistema público de saúde da província. Depois de ver todos os requisitos para entrar no OHIP, conseguir um emprego full-time, por uma inacreditável conspiração divina que também chamo de ICI, índice de coincidências incríveis, a pandemia de COVID-19 se agravou e conseguimos entrar no OHIP um mês após o início do meu trabalho, em maio de 2020. Quando a secretária do obstetra soube, ela quase se chorou de emoção, porque ela estava super apreensiva com a nossa situação. Entramos no último trimestre. Agora todas as consultas eram cobertas pelo OHIP, o baby shower da Malu foi simples mas bonito, a Tati fez seu ensaio de gestante e terminava as provas do segundo termo do College. Devagarinho tudo ia se encaixando e acontecendo. As provas da Tati terminariam dia 18 de agosto de 2020 e marcamos o parto para o dia seguinte. Na madrugada do dia 19 saímos cedinho de casa, deixamos o Gui com amigos e partimos para o hospital ainda de madrugada, antes das 6 da manhã. 8h20 estávamos no centro cirúrgico, a equipe foi toda apresentada, preparei meu celular para tirar algumas fotos e gravar alguma coisa. 8h40 a Malu nasceu. 53 cm e 3.589 kg. O choro da Malu fez verter lágrimas que estavam represadas nos meus olhos desde 1º de maio de 2019, quando o Leo nasceu e não chorou. O barulho do choro, que tanto esperei naquele dia, finalmente veio. Desabei. De alegria, mas desabei. Diferente do Brasil que levam o bebê para o banho de luz, enrolaram a Malu em um cobertor e entregaram ela pra mim. Não sabia o que fazer com um bebê recém-nascido no meu colo e me levaram para o quarto, enquanto a cesariana da Tati era finalizada. Malu chegou. Maria Luiza Arcari dos Santos, nossa bebê arco-íris. A primeira de nós a ser canadense. A primeira neta de meus pais, depois de uma família cheia de homens. Bem-vinda, Malu! A gente te ama demais!  

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Residências no Canadá

4 de abril de 2021 by Anderson dos Santos

E chegou o dia! Depois de quase um mês no Canadá, finalmente entramos na “nossa” casinha. Mas até chegar a ela… Bom, para explicar para vocês, antes de vir para Sarnia, ainda em Campinas, procuramos pelo AirBNB um apartamento para ficar por quatro semanas. Encontramos um na região sul da cidade, que pertence a Jose, um peruano radicado no Canadá há 30 anos, que era uma graça! O apartamento era perto da locadora de carros, de um supermercado mais em conta, postos de gasolina, bancos. Um achado! Jose até nos ofereceu para que alugássemos mês a mês, mas os custos ficariam acima do nosso orçamento inicial e, por isso, partimos em busca de um imóvel. Seguindo sugestões, fomos ao KIJIJI (www.kijiji.ca) um classificado muito utilizado aqui no Canadá. Nós brasileiros já somos meio ressabiados com classificados falsos e golpes, então buscamos nos grupos de Whatsapp dos brasileiros aqui em Sarnia, informações sobre os locais dos anúncios. Nesse classificado, você encontra os mais variados preços, mas antes precisamos entender os tipos de imóveis aqui no Canadá que podem ser: Apartment Basement Townhouse Duplex Single Family Vou explicar rapidinho cada um pra vocês. Apartment Como no Brasil, os apartamentos são uma opção funcional e prática para quem está chegando. Ah, os kitnets são chamados de bachelor e as coberturas de penthouse. Muitos tem água e aquecimento incluso, alguns são totalmente mobiliados. Os mais caros são mais modernos e contam com academia e piscina. Aqui em Sarnia, dá pra encontrar apartments a partir de C$700. Basement O Basement é tipo um porão de uma casa, mas transformado em apartamento. Mas como funciona? No Brasil, os alicerces são feitos bem próximos da superfície do solo. Aqui no Canadá não. Por causa das temperaturas negativas de alguns meses, ao construir uma casa, os alicerces são feitos no mínimo 1.5 metro abaixo da superfície. O motivo? Se o solo estiver úmido e a água congelar, ao virar o gelo, este expande. Se o alicerce estiver perto da superfície, a chance do solo úmido expandir embaixo da casa é grande e com as expansões e contrações, o alicerce trinca e a casa fica comprometida. Ao construir o basement, o solo que fica embaixo do alicerce fica mais longe das temperaturas baixas da superfície e a água presente nele não congela. Assim a estrutura da casa não fica comprometida. Aí vem o pulo do gato: já que toda casa tem um basement, e se fizer uma unidade separada e alugar? Pois é! É bem comum no Canadá o aluguel de basement. Aqui em Sarnia não vi tantos basements, mas você encontra para alugar a partir de C$700. Townhouse Este é o estilo favorito dos brasileiros aqui em Sarnia (e talvez em todo o Canadá). As townhouses são casas construídas uma do lado da outra, tipo aqueles bloquinhos de brinquedo de construção ou as casas do Brooklyn do seriado Todo Mundo Odeia o Chris. Geralmente tem 3 pisos: o basement (onde fica a lavanderia), o nível de entrada (onde ficam as salas de estar, cozinha, sala de jantar e lavabo) e o superior (dormitórios e banheiro). Aqui em Sárnia você encontra townhouses para alugar a partir de C$1400. Duplex As casas duplex são as nossas casas geminadas. Não vi tantas casas assim em Sarnia, mas perto do AirBNB que a gente ficou tinham várias mais antigas e na região norte da cidade, a parte mais nova, tem algumas bem modernas. As casas duplex são mais caras, mas aqui em Sarnia, encontrei para alugar a partir de C$1400. Vai depender da região da cidade. Single Family Também conhecidas como Single House, são as casas que são a única unidade no terreno. É o padrão da classe média canadense (e brasileira nos condomínios fechados). Uma single house você encontra a partir de C$1300 aqui em Sarnia. Vai depender da região da cidade. Encontrando a casa certa Bom, a partir dessas informações, fomos conhecer algumas casas que coubessem em nosso orçamento. Os brasileiros que conhecemos, logo nos incentivaram a procurar uma townhouse ou apartment próximo da Lambton College, onde a Tati estuda. Realmente: são super comuns esses dois tipos de residência na região. Mas tinham algumas desvantagens. Apartment: tinham muitos estudantes. Algumas nacionalidades chegavam a colocar seis, sete e até mais de dez (segundo nos contaram) moradores em uma única unidade e fora a algazarra de estudantes universitários. O ambiente não era tão família assim para meu filho Gui. Townhouse: por terem três pisos e dois lances de escadas, em alguns que a gente visitou, o Gui não parava de subir e descer. Além disso ouvimos sobre acidentes de pessoas que fraturaram pés, braços, pernas, o que nos fez ficar apreensivos com o Gui que é super calminho e quietinho (fui irônico, viu?). Outra desvantagem é que ao chegar não temos crédito. Então, muitos locatários pedem vários meses de aluguel de caução (chegam a pedir até um ano adiantado). Ficarmos descapitalizados logo no começo não estava nos nossos planos. A busca continuou e tivemos uma indicação da Lorena, uma brasileira que mora na cidade já há alguns anos, e que conhecia uma família de canadenses que buscava uma família de brasileiros para locar uma casa, por causa da experiência positiva que tiveram com ela. Além disso, nós brasileiros temos fama de sermos limpos, organizados, de adaptarmos à cultura canadense e de entregarmos a casa no final da locação igual ou melhor do que quando pegamos. Olha a vantagem de ser brasileiro aí, gente! Entramos em contato, fomos ver a casa, uma single house, uma gracinha. O santo da nossa família bateu com o santo dos locadores (família de descendentes de italianos da Calábria!) e fechamos por um tempo mínimo de um ano. Como praxe, pagamos a primeira e a última locação e poderíamos mudar no dia 15 de janeiro, hoje. Resumo: é difícil locar uma residência? Não é fácil, porque não temos crédito, não temos fiador, não temos histórico e os locadores tem que confiar na gente. Indicação e recomendação é …

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Entendendo o que é o OHIP

25 de outubro de 2021 by Anderson dos Santos

O QUE É OHIP? A maioria das pessoas quando pensam em mudar para o Canadá descobrem que aqui o sistema de saúde é público, mas um detalhe importante é que cada uma das dez províncias e três territórios tem o seu sistema público de saúde, ou seja, não existe um sistema de saúde nacional e único como o SUS no Brasil. Como viemos morar em Sarnia, interior de Ontário, passamos a utilizar o OHIP (sigla de Ontario Health Insurance Plan) que é o Sistema Público (e Único) de Saúde da província de Ontário. Seu cartão de saúde prova que você está coberto pelo OHIP e por isso que você precisará mostrá-lo toda vez que você for ao médico, visitar uma sala de emergência, realizar um exame médico ou uma cirurgia. COBERTURA O OHIP cobre: consultas com seu médico de família; visitas a clínicas ambulatoriais conhecidas aqui como “walk-in clinics ” e outros prestadores de cuidados de saúde; exames de imagem emergência e exames médicos e cirurgias O que não está coberto: dentista fisioterapia medicamentos (mas casos de menores de 18 anos sem outro seguro saúde o OHIP dá cobertura) quiropraxia/acupuntura, entre outros QUEM SE QUALIFICA Para se qualificar para o OHIP, você deve atender a todas as qualificações mínimas abaixo, MAIS pelo menos um dos requisitos adicionais. Qualificações mínimas: (deverá atender a TODAS) estar fisicamente em Ontário por 153 dias nos últimos 12 meses. estar fisicamente em Ontário por pelo menos 153 dias dos primeiros 183 dias imediatamente depois de ter começado a viver na província. fazer de Ontário sua casa principal. Requisitos adicionais: (atender pelo menos UM) ser um cidadão canadense. ser uma pessoa indígena (registrada nos termos da lei federal indígena). ser um residente permanente. ter aplicado para a residência permanente no IRCC (Imigração, Refugiados e Cidadania Canadense) e ter comprovado que sua aplicação não foi negada. estar  em Ontário com uma autorização de trabalho válida e estar trabalhando em tempo integral em Ontário, para um empregador de Ontário, durante pelo menos seis meses (seu cônjuge e qualquer dependente também se qualificam se você fizer). estar em Ontário com uma licença de trabalho válida ao abrigo do Programa Federal de Caregiver. ser refugiados ou outra pessoa protegida (conforme definido pela Immigration and Refugee Board of Canada). ter uma Permissão de Residente temporário. ser um membro do clero que pode ficar legalmente no Canadá e está ministrando tempo integral em Ontário por pelo menos seis meses (seu cônjuge e qualquer dependente também se qualificam se você fizer). VISITANTES: Os visitantes de Ontário de outras províncias e territórios canadenses, ou de fora do Canadá, não se qualificam para o OHIP. CARÊNCIA/COBERTURA: Antes poderia demorar até três meses para que sua cobertura pelo OHIP começasse após você ter sido aprovado, e durante este período, você deveria considerar a possibilidade de comprar um seguro de saúde privado. Imagine a situação: você chega em Ontário e só depois de 153 dias na província você poderia aplicar e ainda teria que esperar outros 3 meses, ou seja, no mínimo 8 meses para ter a cobertura do OHIP! Por isso é comum a prática de quem vem estudando, fazer um seguro de saúde privado de pelo menos um ano. Mas em 2020, devido a pandemia do COVID-19, a província de Ontário suspendeu a carência de 3 meses desde o dia 19 de março de 2020. Isso foi um alívio imenso pra gente! Para mais informações, você acha aqui: https://www.ontario.ca/page/apply-ohip-and-get-health-card#section-1 A NOSSA HISTÓRIA Aqui em casa fizemos um seguro privado de um ano, vinculado ao College, que se mostrou ser a opção mais em conta. Deu cerca de 2 mil dólares canadenses para nós três, começando a cobertura a partir do início das aulas da Tati, 02 de janeiro de 2020. No começo do ano, para surpresa e emoção de todos, descobrimos que estávamos grávidos e o seguro privado não cobriria o parto porque tecnicamente, a concepção foi feita antes do início do seguro. E agora? Como a Tati já tinha feito duas cesáreas, obrigatoriamente o terceiro parto também deve ser cesárea por ordens médicas, e começamos a estudar como conseguir o OHIP, porque a previsão dos custos do parto eram entre 5 e 12 mil dólares mais 2 a 3 mil dólares por dia de internação, o que nas nossas contas daria entre 9 mil e 21 mil dólares para o nascimento do bebê. Comecei a caçar emprego full-time e só depois centenas de resumes e cover letters e seis entrevistas de emprego, consegui um emprego que começou em 6 de abril de 2020. Ou seja, dentro do prazo. Aí depois que comecei meu trabalho, esperei um tempo até chegar perto dos 153 dias, mais de 40 dias pela frente, prazo mais que suficiente para organizar as coisas. Caso esteja na mesma situação, separe os seguintes documentos: Aplicante Principal: Carta do empregador (modelo abaixo) Comprovante de endereço no seu nome: Carteira de Motorista (Ontario Driver License), income tax assessment, extrato do banco (via Canada Post), contrato de aluguel ou conta (Internet, Gás, Hydro, Power, etc) Passaporte Work permit Aplicante Secundário (cônjuge): Comprovante de endereço com seu nome: Payslip (se tiver emprego), declaração do College com endereço completo, extrato do banco(via Canada Post), contrato de aluguel ou conta de Energia/Agua Passaporte Student Permit Aplicante Secundário (filhos e pais): Passaporte Maio chegou, completamos os 153 dias em Ontário, fui até a minha chefe e pedi a carta, explicando para ela como teria que ser feita a carta. Veja o modelo que deve ser impresso e assinado em papel timbrado: July XX, 2020. To whom it may concern This is to confirm that NOME COMPLETO has been employed by NOME DA EMPRESA in ENDEREÇO COMPLETO DE ONDE VOCE TRABALHA, Ontario, working full time as a NOME DA SUA POSIÇAO since DATA DE INÍCIO at the hourly pay rate of VALOR DA SUA HORA (opcional). The company is intending to employ the employee FULANO DE TAL 6 months minimum. If you have any question please contact me at +1 (XXX) XXX-XXXX. Thank you. NOME DO RESPONSÁVEL POSITION EMPRESA Minha chefe nunca tinha feito uma carta assim. Aí ela pediu um tempo para consultar o RH. Depois de um tempo ela me disse que nesta pandemia de COVID-19 não …

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Como manter um bom Credit Score em um momento de crise

2 de maio de 2020 by Anderson dos Santos

Há algum tempo eu planejava trazer um convidado para escrever aqui no blog Vida Canadense para discutir assuntos que eu não domino, mas que considero importantes para quem está no Brasil planejando a imigração para o Canadá, ou mesmo para quem já mora aqui, mas que tem dúvidas sobre o tema. O post de hoje, por exemplo, é um desses temas que eu considero extremamente relevantes, por isso resolvi convidar alguém que conhece bem do assunto para falar sobre ele de forma leve e bem explicativa. Assim, quero apresentá-los a Flavia da Silva que é Mortgage Broker em Toronto pela Lending Logic Financial lic. 11782 e já possui mais de 10 anos de experiência no Canadá. Recentemente ela escreveu Credit Score: O Guia Prático e Fácil que já foi nomeado best-seller em sua categoria na Amazon Canada. Desde então, já foi convidada a dar palestras e seminários em várias cidades do Canadá para ajudar a comunidade de língua portuguesa a conseguir um bom crédito e comprar imóveis de forma descomplicada. Pedi à Flavia que escrevesse para os leitores aqui do blog algumas dicas de como cuidar do Credit Score nesse momento de crise que estamos vivendo agora. Vejam abaixo o texto dela: “Os acontecimentos dos últimos meses deixaram famílias mundo afora com dificuldades financeiras difíceis de lidar. É compreensível a preocupação, porque, afinal, ninguém sabe quando o cenário econômico voltará à normalidade e, ainda assim, as contas continuam chegando. Em meio a esses problemas, não surpreende que o Credit Score esteja bem abaixo em nossa lista de prioridades; porém, sua importância continua e não há políticas ou protocolos das Credit Bureaus em relação à crise do COVID-19, implicando que as regras continuam as mesmas. Eu, como Mortgage Broker, acredito que o Credit Score continuará relevante, e nós precisaremos dele principalmente nos momentos pós-crise. Por isso é importante tomar atitudes que, dentro do possível, reduzam o impacto em sua pontuação. O principal nesta situação é não atrasar pagamentos. Cartões de crédito, por exemplo, estão sendo mais usados do que o normal. Você pode até fazer o pagamento mínimo da fatura e deixar o restante pendente, mas certifique-se de fazer este pagamento dentro do prazo! Se você tiver outras linhas de crédito além do cartão e agora já não possui renda suficiente para pagá-las, é muito importante que você contate os seus credores antes de tomar qualquer atitude. A cada momento são refeitas várias negociações de dívidas, pois as instituições financeiras estão com diversos arranjos para as mais diferentes situações. Não se esqueça também de fazer poupança e cortar os gastos desnecessários. Neste momento são mínimas as contas com transporte, por exemplo. A mesma coisa vale para os serviços que agora estão fechados, como academias. As suas contas de celular e internet móvel também podem ser reduzidas agora que é obrigatório ficar em casa. Pegue todos estes gastos e, se possível, jogue-os na poupança porque o futuro agora é incerto. Outra ótima dica é contatar a Equifax e a TransUnion para deixar uma declaração em seu Credit Report. Essas empresas permitem que os usuários deixem registrados pequenos textos em suas fichas explicando qualquer acontecimento; ou seja, se você perdeu muitos pontos, pode fazer esta solicitação às empresas para que no futuro, quando seu Credit Report for analisado por alguma instituição financeira, ela saiba que essa perda de pontos veio de uma situação fora do seu controle. Em meio a todo esse cenário, devemos lembrar também de ter calma. O Governo Canadense e as entidades financeiras estão cientes de tudo o que ocorre e trabalham a todo vapor. O Canadá vem se demonstrando muito competente nesta crise e servindo de exemplo para muitos países. Poupe o máximo possível, corte os gastos desnecessários, fale com os seus credores e registre tudo em seu Credit Report. Assim como todas as outras, em breve esta também será uma crise do passado. Se quiser saber mais sobre o Credit Score, não deixe de conferir o meu livro Credit Score: O Guia Prático e Fácil. Eu, como Mortgage Broker com mais de uma década de experiência no mercado canadense, trabalho com o Credit Score todos os dias e ajudar meus clientes é a parte mais gratificante da minha profissão.” Quero agradecer a Flavia por ter aceitado participar desse post aqui no blog. Deixarei aqui o perfil do Instagram dela para que vocês possam acompanhar mais sobre esse assunto, e também para esclarecer dúvidas sobre a compra da sua casa aqui no Canadá. Espero que as dicas que ela deixou, ajudem a todos que estavam preocupados com o Credit Score durante o COVID-19. Como sempre digo, tenho esperança que essa crise passe logo, e tudo o que pudermos fazer agora para minimizarmos os efeitos dela, por que não fazer, certo? Um abraço a todos e até a próxima!!!

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Douradores de pílulas

15 de março de 2020 by Anderson dos Santos

Dourar a pílula é uma expressão da língua portuguesa e significa apresentar algo difícil ou desagradável como uma coisa mais suave e mais fácil de aceitar. A expressão “dourar a pílula” está relacionada com a figura de linguagem conhecida como eufemismo que consiste na substituição de um termo ou expressão rude, chocante ou inconveniente por outro mais suave ou agradável. Em inglês, os canadenses me explicaram que esta expressão popular é muitas vezes traduzida como “gold plating“, cuja tradução literal é “revestir de ouro“, mas uma tradução mais adequada é “sugarcoat“, que significa “envolver em açúcar“. Origem da expressão Entre 865 e 923, viveu o médico persa Rhazés, que foi o primeiro a ter a ideia de revestir remédios sólidos ou pílulas, para que fossem mais facilmente ingeridos. Ele fez uso de sementes de uma planta, sementes que têm um sabor doce e que em seu interior possuem uma substância que fica viscosa quando entra em contato com a água. Dessa forma, essa substância envolvia a pílula, tornado-a mais doce e fácil de engolir. Alguns anos depois, um filósofo persa chamado Avicena, que com apenas 16 anos já praticava a medicina, usou folhas de ouro e prata para revestir os comprimidos. Um comprimido revestido em papel dourado fica mais bonito, apesar de seu sabor não ter sofrido qualquer alteração. Muitos farmacêuticos depois utilizaram a mesma estratégia para venderem melhor os seu comprimidos. Por esse motivo, a expressão “dourar a pílula” é uma forma de mascarar a realidade, fazendo com que algo doloroso fique mais suave. No entanto, é importante esclarecer que “dourar a pílula” não é mentir, é adoçar uma verdade amarga. Douradores de pílulas Quando você vira imigrante, algumas coisas que vêm junto com o processo é bem amargo e muitos que passaram por isso, as adoçam. Não são mentiras, que já caí em algumas como conseguir Daycare em um dia ou comprar um carro no Canadá com a carteira de motorista G1, mas outros pontos de vista de quem já passou por situação parecida, e até pior, mas hoje podem contar o processo de imigração com outros olhos. A gente mesmo saiu do Brasil com uma situação de conforto: dois carros, apartamento praticamente quitado, salário mais que justo, plano de saúde, condomínio fechado com piscina e academia, escola particular para o meu filho. Mas mesmo nessa situação, não estávamos felizes. Talvez a perda do meu filho Leo doesse ainda muito, mas felizes, nós não estávamos. E decidimos vir para o Canadá. Aqui, ao chegar, passamos pelo deslumbramento de turista, mas uma hora essa fase passa e a gente entra no mundo real. Como nos falaram, a gente volta a ter dezesseis anos, quando podemos ter conta no banco, namorar e andar de mobilete, mas para as demais coisas, a gente tem que provar várias coisas, antes de ganhar um voto de confiança. Uma das coisas que mais incomoda depois do deslumbramento inicial, é a velocidade de resolução dos canadenses, ou de um outro ponto de vista, um lugar sem jeitinho brasileiro ou despachantes que conhecem alguém que pode acelerar o processo. Só para ficar em um exemplo, meu filho Gui está há meses na waitlist para a Daycare (pré-escola) e enquanto ele não conseguia uma vaga, eu não poderia começar a estudar inglês no YMCA e nem começar a trabalhar nos mesmos horários que a Tati. Então, como não há alternativa de Daycare particular na cidade e sem suporte de avós, tão comum no Brasil, a gente teve que esperar. Toda a semana íamos consultar, e ainda não surgiu uma vaga para o Gui em nenhuma Daycare. Muita gente não gosta desta velocidade canadense e diz que o país é comunista, socialista ou outros istas. Aí, não vê a hora da experiência terminar e ir embora daqui o quanto antes. Mas para todos os outros demais que se adaptam, sabem que é só um preço a pagar para um país que funciona. Recomendo a leitura deste post do blog do Adriano Silva, ex-editor chefe da Superinteressante do Brasil, e que mora em Toronto: Morar num lugar em que tudo funciona tem um preço. Você topa pagar? Muitas verdades são ditas neste post. Em outros, Adriano Silva é igualmente preciso sobre morar no Canadá, sem ser um dourador de pílulas. Espero a aprender com ele e, enquanto esse blog existir, dourar as pílulas o menos possível para vocês.

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Como tirar a carta de motorista canadense

28 de junho de 2020 by Anderson dos Santos

Aqui o processo para tirar uma driver’s licence (carteira de motorista canadense) para veículos de passeio tem 3 etapas. Primeiro é preciso fazer um teste teórico para adquirir a G1 e ter o direito de aprender a dirigir acompanhado de um motorista experiente ou instrutor. Depois de 12 meses (ou 8 se fizer um curso numa auto-escola credenciada) você pode fazer o teste de rua para receber a G2, que dá direito a dirigir sozinho com algumas restrições (como por exemplo, você não pode dirigir em algumas rodovias e não pode ter nada de etanol no sangue). Após mais 12 meses de prática com a G2, podemos finalmente fazer outro teste de rua e se passarmos receberemos a carteira definitiva (full licence) G. Ou seja, o processo completo vai durar pelo menos 20 meses. Porém, quem possui experiência dirigindo em outro país não precisa esperar todo esse tempo, se preencher certos requisitos, como ter uma carteira válida há pelo menos 2 anos. Aí que entra o nosso caso, já que eu dirijo há 25 anos e a Tati há 12. Resumindo rapidamente, chegamos no Canadá no dia 18 de dezembro de 2019 e eu já sabia que a CNH brasileira nos permitiria dirigir por 90 dias a partir da data de chegada no Canadá, ou seja, eu poderia dirigir automóveis com ela até o dia 16 de março de 2020. Então, já que nosso visto expira em dezembro de 2021, eu achei melhor tirar o quanto antes a driver’s licence de Ontário. Então, neste post, vou explicar o passo-a-passo do que eu fiz. 1. Extrato dos pontos da CNH Como minha CNH é do estado de São Paulo, eu acessei o site do DETRAN-SP e tirei o extrato de pontos online daqui do Canadá e imprimi. Eu sei que muitos estados não permitem tirar o extrato de pontos online, então se este for o seu caso, antes de embarcar para o Canadá, tire o extrato de pontos ainda no Brasil no escritório do Detran mais próximo. 2. Cópias autenticadas do CNH e do Passaporte Aqui em Sarnia-ON eu me dirigi até o escritório da congressista Marilyn Gladu, representante do condado de Lambton no parlamento canadense. Lá é possível tirar as cópias dos documentos e há serviço de tabelionato, tudo gratuito. É um dos vários serviços da congressista para os moradores do nosso condado. O escritório fica na 1000 Finch Drive. 3. Envio dos documentos para o Consulado De posse do extrato de pontos da CNH e com as cópias autenticadas, me dirigi até a agência dos correios canadense, o Canada Post, e enviei tudo para o Consulado Brasileiro em Toronto, para validação da minha CNH. A legalização do documento demora 10 dias úteis e custa CAD$22.50. Veja as instruções de como pegar esse documento no site do Consulado Brasileiro em Toronto. Pegue esse documento antes de dar entrada para fazer o teste teórico da G1. No meu caso, o consulado me ligou no dia 30 de dezembro de 2019 por uma peculiaridade: meu extrato de pontos da CNH estava no limite de 20 pontos (devo ter cometidos algumas infrações de velocidade no Brasil) e eles pediram que eu enviasse um extrato do dia 30 só para ver se eu não tinha estourado os pontos nos últimos dias antes da viagem. Mandei por e-mail mesmo. No dia 08 de janeiro de 2020 chegou a validação. Ufa! 4. Prova da G1 Depois que eu postei os documentos para o consulado, comecei a estudar para a prova teórica e poder tirar a minha G1. Baixei o app G1 Genius Ontario (tem para IOS ou Android) com simulados para a driver’s licence, e fiz todos os simulados disponíveis, pelo menos um por dia. No dia 14 de janeiro fui no Drive Test Centre de Sarnia para marcar a prova e ao chegar lá paguei CAD$105,75 (que poderia ser em dinheiro, cartão, money order, travel cheque ou certified cheque). Tirei foto, fiz o exame de vista lá mesmo, a atendente me perguntou seu eu queria fazer a prova em português (descobri lá essa informação: a prova teórica está disponível em 20 idiomas, inclusive em português de Portugal). Falei que tinha estudado em inglês e resolvi fazer em inglês mesmo. Ela perguntou de novo, confirmei que faria em inglês e disse para para eu me dirigir ao computador 3 e começar a fazer a prova. Como assim!? Já!? Fui lá, respirei fundo e fiz a prova. As perguntas eram quase iguais as dos simulados no app. São no total 40 questões, divididas em duas partes: 20 de placas e sinalização e 20 de regras de trânsito. Você pode errar no máximo 4 questões em cada parte. Se errar cinco ou mais de uma das partes, você tem que pagar de novo e para fazer uma nova prova. Descobri isso, porque tinha um garoto que fez três vezes a prova teórica no dia: quando ele reprovou a primeira vez, ele fez cara de chateado, a mãe dele pagou de novo, ele foi fazer a prova pela segunda vez. Alguns minutos depois, ele reprovou de novo e a mãe dele pagou mais uma vez. Quando ele passou, foi só alegria, no estilo canadense, mas ficamos todos felizes por ele. Sendo aprovado, você já pega a sua G1 provisória lá no Drive Test Centre mesmo e com os documentos do consulado você levou, já pede para marcar a prova prática para a G2, que não tem teste de rodovia e dura uns 15 minutos, ou para a G, essa tem e dura uns 20 minutos. Me sentindo o cara, marquei logo a G. Mas a moça me avisou: se eu reprovasse na prova G eu teria só direito de fazer a prova para a G um ano depois que eu tivesse a G2. Ou seja, se reprovasse na G, só me sobraria a G2 por no mínimo um ano. Marcamos a prova para um mês depois, em 14 de fevereiro de 2020. A Driver’s License G1 basicamente funciona …

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Três fatores-chave que fazem diferença no EE

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Uma dúvida frequente, principalmente quando se começa a pesquisar os processos de imigração para o Canadá, é: “Será que eu tenho chances de ir para o Canadá pelo Express Entry?” O Express Entry ou simplesmente EE (programa federal de imigração canadense) é, para muita gente, o sonho para conseguir se mudar direto para o Canadá. Ele representa economia de tempo e dinheiro em relação à maioria das outras dezenas de processos de imigração e justamente por isso, acaba sendo muito disputado. Cada ponto conta para conseguir uma boa colocação no Pool. Não sou nenhum especialista em processos de imigração, mas ao longo de muitas pesquisas no site oficial do Express Entry e em fóruns na internet, e depois de fazer um simulador para calcular as nossas chances, algumas características dos candidatos mais bem colocados na tal piscina vão se destacando. Ter LMIA (Labour Market Impact Assessment), experiência canadense (trabalho e/ou estudo) ou um convite de uma província é o lugar comum dos primeiros colocados. Porém, aqui fica interessante, um candidato que nunca trabalhou ou estudou (ou mesmo, nem pisou) no Canadá pode sim ter chances de ser chamado a aplicar para a residência permanente (Permanent Residence ou PR). Nesse caso, alguns fatores-chave pesam muito e podem garantir uma alta pontuação para candidatos que querem aplicar ao Express Entry sob o programa FSW (Federal Skilled Worker). Ao contrário do que se pode pensar, não é tão impossível assim para alguém que sempre viveu no Brasil ser convidado. Se você se encaixa em algum (ou mais de um deles), pode começar a aprofundar suas pesquisas e aumentar suas esperanças! I. Ter pontuação excelente no inglês (CLB 9 ou mais no IELTS) Esse é o primeiro fator da lista, por ser também o mais importante. Um CLB 9 no IELTS (8 no Listening e 7 nas outras habilidades), além de garantir ao aplicante principal quase o máximo de pontos de idioma (124 de 128 possíveis), permitirá que o candidato ganhe diversos pontos-bônus, quando combinado com outras características do perfil. Isso pode fazer toda diferença na hora de cruzar a barreira dos 460 pontos, o que acredito que seja o suficiente para receber um ITA (Invitation to Apply) ainda em 2020. Sem isso, é praticamente impossível (no presente momento) ser convidado a aplicar pelo processo federal, por isso o IELTS deve ser a etapa de maior dedicação do candidato. II. Ter uma pós graduação validada por uma instituição de equivalência + uma faculdade de pelo menos 3 anos Esse item é matador. Além de conferir mais 8 pontos em relação a uma graduação apenas, a partir desta faixa de estudos pode-se ganhar 50 pontos extras (os chamados Transferability Skills) quando combinado a um CLB 9. Importante que a pós graduação precisa ter pelo menos um ano de duração e estar validada por uma instituição de equivalência credenciada pelo CIC (como a WES), pois nem todas as pós-graduações brasileiras são aceitas e obtêm equivalência. O mesmo vale aqui para mestrado, doutorado, pós-doc etc. III. Ter pelo menos três anos de experiência de trabalho em um NOC zero, A ou B, sendo pelo menos um ano contínuo Este é um item importante por conta do critério mínimo de seleção para o FSW. É necessário ter pelo menos um ano contínuo de experiência de trabalho em NOC (National Occupation Classification) zero, A ou B para qualificar-se dentro dos 67 pontos exigidos pela tabela do FSW e, assim, poder entrar no Pool. Outro ponto é que, se você tiver 3 anos de experiência em uma mesma área (que você vai escolher como seu NOC principal), somados com CLB 9 ou mais no IELTS, você ganha mais 50 pontos de Transferability Skills. Já deu pra notar que o IELTS ser o ponto chave do processo, né? E não é papinho de professor de inglês, porque eu sou professor de Ciências!😉 Por fim, dois fatores extras: Idade entre 20 e 29 anos Esta faixa de idade é a que confere mais pontos aos candidatos, sendo um total de 110 pontos. A partir daí, perde-se pontos a cada ano a mais (ou a menos). A idade deixa muito candidato a imigrante descabelado, mas não é pra tanto. O importante é que, tendo os outros fatores, suas primaveras vão pesar menos e a importância vai caindo quanto mais qualificações o imigrante tem, de modo que pessoas que estudam e trabalham no Canadá ou tem convite de província (que também pode ser conseguido por quem tem 400 ou mais pontos sem nunca ter estado lá, mas isso eu explicarei no futuro) dificilmente serão afetadas pelos anos a mais (ou a menos). Francês Se você tiver uma boa nota no IELTS, que tal estudar um pouco de francês? O Canadá é uma país “bilíngue” (curiosidade: aqui em Sarnia além dos funcionários públicos que trabalham no atendimento que tem que falar francês, só conheci uma senhora na igreja que também falava e uma cuidadora de crianças que é francesa), e se você tirar ao menos CLB 5 no TEF (Test d’évaluation du Français) você já começa a ter pontuação extra no Express Entry. Com um CLB 7 no TEF você ganha ainda mais 30 pontos extras! Então, para quem tem facilidade com idiomas, é uma boa! É isso pessoal! Espero que tenha ajudado a clarear um pouco mais pra quem está iniciando esta longa jornada. Até mais!

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Como começar o plano Canadá

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Muita gente tem nos perguntado pelas redes sociais como começar um plano Canadá. Não existe fórmula exata ou mágica, mas aqui vamos compartilhar a nossa experiência e as nossas impressões: 1. Estude Inglês Pode parecer óbvio, mas muita gente esquece isso. Não confie cegamente nos níveis das escolas de idiomas, porque ao chegar aqui, você pode ter que dar dois ou mais passos para trás no seu nível de idioma. Ouça podcasts, veja filmes e séries, leia portais de notícias: tudo em inglês. Deixe seu celular e computador em inglês também. Você estuda todo dia uma hora? Comece a estudar dois ou três. Já estuda três? Comece a estudar cinco! Quanto melhor o seu inglês, melhor vai ser a sua adaptação. Agora se você for para o Quebec, troquei acima o inglês pelo francês. 😉 Dica: A Jornada do Autodidata em Inglês 2. Junte dinheiro Também pode parece óbvio, mas muita gente acha que dá pra vir no modo Rambo: faca nos dentes e seja o que Deus quiser. Não dá! Passagens aéreas, um canto pra dormir, comida e os gastos do dia a dia fazem a gente pensar em contar moedas quando temos que trazer dinheiro do Brasil, ainda mais com nossa moeda tão desvalorizada. Tem gente que veio para o Canadá com R$ 20 mil reais? Tem. Tem gente que veio com R$ 150 mil? Também tem. Mas quanto mais dinheiro você tiver, fica mais fácil para recomeçar aqui. Outra coisa que nos ajudou foi pegar trampos remotos. Tem vários sites que oferecem jobs para levantar uma grana e até ter uma segunda opção de fonte de renda extra. Dica: Nômade Digital: um guia para você viver e trabalhar como e onde quiser 3. Escolha seu destino Canadá não se resume em Vancouver, Toronto ou Montreal. O país é o segundo mais extenso territorialmente. São dez províncias, além dos territórios. E tem muitas oportunidades também. Nós estávamos entre Vancouver e Halifax no começo do nosso plano; viemos parar em Sarnia! Ah, outra coisa: muita gente tem o lance de cidade pequena no Brasil. Podemos falar por experiência própria: uma cidade como Sarnia, que tem seus 72 mil habitantes, tem mais estrutura que cidades de 300 mil habitantes no Brasil. Cidade pequena não é sinônimo de menos oportunidades. 4. Escolha seu visto Não venha com visto de turista e tente ficar ilegal, pois você pode dar com os burros na água. Faça tudo certinho. Com visto de turista você pode estudar inglês ou francês, tirar carta de motorista canadense e fazer algum curso rápido ou viagem exploratória. Com visto de estudos, você pode estudar e pode pedir para incluir uma permissão de trabalho. Com visto de trabalho aberto você pode trabalhar com o que aparecer. São várias opções! Ah! E não esqueça de ter um passaporte válido, com pelo menos o tempo que você precisa para o seu visto. Vale a pena uma consultoria? A nossa experiência não foi muito positiva com a consultoria, pois tinham poucas opções e queriam enfiar goela abaixo um curso que nunca tínhamos ouvido falar. Além disso, a consultoria custou 150 dólares canadenses por uma hora de Skype e não nos falou nada que já não soubéssemos pelo Youtube ou blogs, fora que nos enrolaram boa parte do tempo para que fechássemos um pacote de mais uns 800 dólares, além de nos desmotivar por conta da minha idade. Mas vai de cada um. Se você tiver disciplina e/ou pouca grana, sugiro que faça por conta própria. Estudamos com alguns vídeos no Youtube (esse a gente viu umas cinco vezes!) e e-books não tão caros que te dão tudo mastigado (sugiro estes dois: MEU CAMINHO DE SUCESSO PARA O CANADÁ e MORAR LEGALMENTE NO EXTERIOR). Um colega que também tem planos para vir para o Canadá comprou o acesso para uma famosa Área VIP (cerca de 500 dólares canadenses!). Há alternativas e alternativas. Conversando com outros brasileiros aqui em Sarnia, muitos vieram com consultoria. Para deixar registrado: dá pra fazer por conta, dá trabalho e a gente fez assim. No futuro, posso contar passo a passo como fizemos. Transparência: Este artigo contém links de parceiros afiliados. Ou seja, caso você compre um produto ou contrate um serviço através destes links, ganharei uma comissão dos parceiros indicados. É uma relação ganha-ganha entre a empresa parceira, que atinge mais pessoas; o produtor de conteúdo, que continua compartilhando seus artigos sem cobrar nada por isso; e você, que continua tendo acesso a um conteúdo gratuito e de qualidade.

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Express Entry: Entenda o sistema de imigração federal canadense

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

O Express Entry ou EE é um sistema federal de imigração canadense criado para agilizar a seleção de trabalhadores qualificados de todo o mundo que desejam viver permanentemente no Canadá. O EE é a forma mais rápida e barata (?) para receber o PR (Permanent Residence), a versão canadense do Green Card americano. Por meio desse sistema, são gerenciados os três principais programas federais de imigração atuais: Federal Skilled Worker Program Federal Skilled Trades Program Canadian Experience Class (CEC) Durante datas específicas, geralmente a cada duas semanas ao longo do ano, o governo canadense convida os candidatos com maior pontuação para aplicarem a PR. Esses convites recebem o nome de DRAW (em inglês: desenhar, atrair ou chamar). Logo, apenas os mais qualificados – ou seja, os que apresentam as pontuações mais altas – são chamados. Esses candidatos selecionados recebem um Invitation to Apply (ITA). A previsão é que nos próximos anos, os DRAWs chamem mais de 3 mil perfis por rodada. Torçamos para que continue assim! Diferenças básicas entre Federal Skilled Worker Program x Federal Skilled Trades Program x Canadian Experience Class Tanto o Federal Skilled Trades Program quanto o Canadian Experience Class foram criados para beneficiar pessoas qualificadas, mas que também têm experiência de trabalho no próprio Canadá. Então quem veio com visto de estudos e/ou trabalho acaba se beneficiando bastante. Há um grande mercado educacional aqui no Canadá, onde muitos futuros imigrantes vem estudar em um College ou Universidade para se qualificarem para esses programas. Por outro lado, o Federal Skilled Worker é o programa designado para candidatos com qualificações internacionais, mas que não possuem experiência de trabalho no mercado canadense. Vagas na área de TI, mestres, doutores são alguns dos perfis que são beneficiados nesse programa. É o Canadá importando cérebros (e outros países, infelizmente, perdendo). Para determinar a elegibilidade e pontuação final, os candidatos devem passar por um processo eletrônico de seleção, o Express Entry. Quais são os fatores de seleção do Express Entry? Atualmente, o Express Entry reúne seis fatores de seleção, também conhecidos como fatores de capital humano: Proficiência da língua (inglês e francês) Nível de formação educacional Experiência de trabalho Idade Oferta de trabalho Adaptabilidade IMPORTANTE: o peso de cada fator varia de um programa do Express Entry Canadá para o outro. Proficiência da língua inglesa e/ou francesa Considerado o fator mais importante, afinal, trata-se da capacidade de saber se comunicar em uma das línguas oficiais do Canadá, a proficiência no inglês e/ou francês tem muito peso no processo. Os pontos são distribuídos nas avaliações das habilidades:  writing,  reading,  speaking e listening. Para medir essa pontuação, o governo canadense usa dois métodos: Canadian Language Benchmark (CLB) para inglês; Niveaux de competénce linguistique canadien (NCLC) para francês. Nível de formação educacional Nesse fator, quanto maior o nível de formação, seja no Canadá ou no Brasil (mediante equivalência do histórico escolar e diploma), mais pontos o candidato recebe. Experiência de trabalho Em se tratando de experiência de trabalho no Express Entry, existem algumas regras com relação à qualificação do cargo, que podem somar pontos ao aplicante ou não. Outro fator importante é o tempo de trabalho no mesmo cargo e NOC (National Occupational Classification). Explicarei no futuro o que é o NOC e como o governo canadense classifica a importância de cada cargo ou função no país. Idade No fator idade, o aplicante começa a perder pontos depois dos 30 anos de idade. A pontuação vai decrescendo conforme os anos, atingindo sua pontuação mínima aos 45 anos. Aplicantes com 46 anos ou mais não pontuam por idade. Oferta de trabalho no Canadá Em alguns casos, como na categoria Skilled Trades, o candidato precisa já ter recebido uma proposta de trabalho válida de uma empresa canadense para se candidatar a esse programa. Adaptabilidade O candidato pode ganhar mais pontos se conseguir provar que tende a se adaptar facilmente à vida no Canadá. Abaixo, listamos os fatores de adaptabilidade que dão pontos para o Express Entry: Nível de inglês/francês do cônjuge de no mínimo CLB 4: 5 pontos Estudou no Canadá no passado: 5 pontos Cônjuge estudou no Canadá no passado: 5 pontos Trabalhou no Canadá no passado (nos NOC 0, A ou B): 10 pontos Cônjuge trabalhou no Canadá no passado: 5 pontos Oferta de emprego antes de chegar no Canadá: 5 pontos Ter familiar no Canadá que seja residente permanente: 5 pontos Comprehensive Ranking System (CRS) – Sistema de cálculo de pontuação O Comprehensive Ranking System é o sistema usado para calcular a pontuação do potenciais candidatos. A pontuação do CRS consiste na soma de um conjunto básico de fatores de capital humano (até 600 pontos), mais um conjunto de fatores adicionais acadêmicos, profissionais ou familiares (até 600). A pontuação máxima possível é de 1.200. A fórmula CRS se baseia em quatro partes: Fatores de capital humano: até 600 pontos  1) Habilidades e fatores de experiência; 2) Fatores do cônjuge ou dos partidos de direito comum, como suas habilidades linguísticas e educação; 3) Transferibilidade de habilidades, incluindo educação e experiência de trabalho; Fatores adicionais: até 600 pontos 4) Fatores acadêmicos, profissionais ou familiares: Graus, diplomas ou certificados canadenses  Uma oferta de emprego válida  Uma nomeação de uma província ou território  Um irmão ou uma irmã que vive no Canadá, que é cidadão ou residente permanente  Habilidades fortes em francês  Fatores de capital humano + Fatores adicionais = Pontuação total Comprovação de fundos para o Express Entry Além dos fatores de seleção acima citados, o candidato ao Express Entry também precisará comprovar que possui renda suficiente para se sustentar durante os seis primeiros meses no Canadá, caso consiga imigrar, de fato. É importante destacar que para se tornar elegível no Express Entry não basta ter um bom perfil, mas também ter a capacidade de comprovar todas as suas qualificações por meio de documentos aceitos pelo governo canadense. Além dos programas federais Muitos perfis não alcançam a pontuação do CRS suficiente para entrar no DRAW do programa federal. Mas dependendo do seu perfil profissional e se tiverem uma pontuação boa (geralmente acima dos 400) pode receber um convite provincial, territorial ou …

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Por que escolhemos Sarnia?

25 de outubro de 2021 by Anderson dos Santos

Algumas pessoas nos perguntam o porquê da escolha de Sarnia, para nossa mudança. Sempre aparecem algumas piadinhas: “Não era pra ser Nárnia?” “Estão caçando Sarnia pra se coçar!” Ok, antes que mais gente venha com essas piadinhas, vou tentar explicar para que vocês possam entender o motivo da escolha. O COMEÇO Nosso plano de vir para o Canadá começou não com o Canadá, mas com Portugal. Em 22 de setembro de 2018, eu e a Tati fomos para a 1ª Conferência Como Morar em Portugal que aconteceu em São Paulo e foi promovida pelo site EuroDicas. Lá foi o primeiro lugar que ouvimos de forma organizada como é o processo de mudança de país, como fazemos a saída definitiva para o governo brasileiro, como enviamos dinheiro para o exterior, entre outras coisas. Antes já acompanhávamos blogs e vlogs de brasileiros no exterior, como o próprio EuroDicas, os canais Maximizar, Rafael Scapela e Portuguiando. Também assistíamos um programa que passa na televisão, O Mundo segundo os brasileiros, que mostra a vida dos brasileiros que emigraram em diversas cidades pelo mundo. A conferência também foi um momento importante porque foi lá que encontrei um amigo de longa data, o Mario Henrique, que me conhece desde os sete anos de idade, e que também desejava sair do país. Ah, o Mario foi a primeira pessoa que descobriu que estávamos grávidos do Leo, que vamos falar adiante. O LEO Havíamos comprado os ingressos para a Conferência em agosto, mas na primeira quinzena de setembro, antes da Conferência, descobrimos que estávamos grávidos. Era a nossa terceira gestação. Antes tivemos o Gui e depois um aborto natural, da Ana. Estávamos superanimados com a possibilidade de aumentar a família e, por este motivo, os planos para morar no exterior iriam ser adiados mais pra frente, talvez em 2021 ou 2022, já que o Leo nasceria em 2019, e seria muito pequeno para participar de toda essa mudança. Mas o destino foi injusto com a gente, o Leo nasceu no dia 1° de maio de 2019, mas teve insuficiência respiratória. Ele nasceu grande, maior que o Gui e tão bonito quanto o irmão. Lutou na UTI neonatal bravamente por 43 horas, mas não resistiu. Virou nosso anjinho no dia 3 de maio de 2019. Não desejo esta dor para ninguém. Acredito que até o final da minha vida não estarei mais 100%. Meu luto virou raiva. Já era professor há 23 anos e esse trauma foi um baque tão grande na minha vida, que minhas aulas não eram mais as mesmas e meu compromisso profissional estava em ruínas. Meu humor ficou instável, eu lutava todos os dias para não descontar em um aluno, um pai ou um amigo. A Tati foi a que mais sofreu o impacto das minhas flutuações de humor. Sempre pedirei desculpas por essa fase difícil que a gente passou. Não estava dando mais. Fizemos um avaliação daquele momento que estávamos vivendo e resolvemos fazer dar um tempo pra gente com um período sabático, para nos redescobrirmos e começarmos um novo capítulo em nossas vidas: a Tati faria uma pós-graduação, para turbinar a carreira dela, e eu investiria em aprender inglês, porque o mercado de educação na região de Campinas estava pedindo por professores bilíngues. Estava decidido: que tal a Tati fazer uma pós no exterior, em um país anglófono, e eu acompanhá-la? A ESCOLHA DO CANADÁ Em uma pesquisa que durou alguns dias, escolhemos alguns países para a nossa pausa: Canadá, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia. No dia 5 de junho de 2019, Dimitri, Marilene e Diego, que começamos a acompanhar do canal Canadá Diário, vieram para Campinas, para um evento chamado Canadá 360. Era a oportunidade para saber mais sobre o Canadá e mais uma vez saberíamos sobre a mudança para outro país de forma organizada. Também tenho uma prima, Paula, que mora em Vancouver – BC, com quem troquei várias mensagens e até fizemos uma vídeo-chamada sobre a vida no Canadá. Uma amiga da minha turma de faculdade e que trabalhamos juntos como professores, Luciana, mora em Toronto – ON, também foi super importante para saber mais sobre a vida Canadá. Uma amiga que mudou com seu marido anos atrás para Calgary – AB, Karen, também foi uma consulta recorrente. Precisando de mais informações e a gente começou a acompanhar os Irmãos Prezia, que também são de Campinas, e estão há anos no Canadá. Pronto, a escolha parecia certa: o Canadá. A ESCOLHA DA CIDADE Decidido o país, começamos a escolha da cidade. Influenciada pela palestra do pessoal do Canadá Diário, a Tati queria Vancouver. Eu, influenciado pelos irmãos Prezia (e também pela grana que dispunhamos), já pendia mais para alguma cidade menor, como Halifax – NS ou London – ON. Mas antes de escolher a cidade, a Tati precisava fazer o Toefl para entrar na Pós. Fomos em um evento da 3RA Intercâmbio, também em Campinas, e conhecemos alguns Colleges (instituições de Ensino Superior) em British Columbia e Ontário. Gostamos de alguns Colleges e vimos as notas de proficiência em inglês que seriam necessárias para os cursos que mais interessavam para a Tati. Marcamos o Toefl para a Tati e no dia 3 de agosto de 2019 foi a prova. Por aquelas coincidências sem explicação, não tínhamos visto que era o dia em que faríamos 3 meses da Páscoa do Leo e só no dia da prova que nós demos conta. Tirando forças além da compreensão, Tati fez a prova e a nota saiu duas semanas depois, em 16 de agosto. Nesse meio tempo, tiramos nossos passaportes e vimos vários vídeos dos irmãos Prezia, onde após uma maratona acabamos decidindo pelo interior de Ontário, por causa de vários fatores: fuso horário mais próximo do Brasil, região mais desenvolvida economicamente, o frio não é tão extremo, vôos diretos de Mississauga para Guarulhos, não tem ursos (o Guilherme Prezia sempre foi enfático quanto a eles) e também não esperam o Big One! Com a nota do Ielts da Tati em mãos, Poliana, …

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Neve em Sarnia e a Virada de Ano

8 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Depois de 14 dias aqui em Sarnia, ON, finalmente nevou. 31 de dezembro de 2019, Último dia do ano. Meu filho me acordou umas 7h30, pedindo seu tetê (leite): “Papai, quero tetê! Levanta, papai!” Meio sonolento, lá vou eu preparar o leite do meu filho. Quando chego na cozinha, me deparo com essa cena de capa de revista: Neve! Nevou de madrugada e ainda está nevando! Ok, a gente chegou no dia 18, sobrevoamos o condado de Lambton até chegar em Sarnia e estava tudo branquinho por causa da neve, mas a gente não viu nevar; só vimos como ficou a paisagem depois da neve. Achávamos que iríamos passar o Natal com neve, como nos filmes e séries que eu assistia no Brasil, e nada. Mas agora nevou, e nosso Réveillon vai ser com neve! Uhu! Levei o leite para o meu filho e logo pensei na Tati: ela tem horror a frio. Imaginei as mais diversas reações que ela teria com a visão da neve. Mais um menos uma meia hora depois ela levanta pra tomar café e quando chega na cozinha, dá um grito de surpresa: “- Amor! Tá nevando!” Falei que já tinha visto e ela logo ficou animada, tirou mais fotos, mandou para os parentes e amigos do Brasil e já queria marcar alguma coisa pra gente fazer na neve. Marcamos com Aurélio, Luana e Júlia de irmos no Canatara Park a tarde, para que as crianças pudessem brincar na neve. A nossa manhã foi recheada com várias ligações, stories no Instagram e fotos da neve. Depois do almoço fomos ao parque e lá o Guilherme se esbaldou. Bem que dizem que crianças e cachorros adoram a neve. Brincar na neve é divertido, mas se você não estiver preparado, dez minutos é o suficiente para você se arrepender. Eu mesmo fiz três mancadas:– não comprei uma luva impermeável para brincar com a neve: luvas normais não servem para pegar a neve e molham facilmente; a mão fica gelada muito rapidamente.– não fui com gorro ou protetor para cobrir as orelhas: o vento frio começou a congelar as pontas das minhas orelhas e, não é frescura, dói!– não tirei os meus brincos: uso brincos de ródio, um metal muito bom condutor de calor, com isso, minhas orelhas começaram a perder calor ainda mais rapidamente e ao começarem a congelar o metal parecia que estava cortando a carne! Depois de um tempinho, orelhas e mãos geladas, Gui cansado de brincar, a Tati perguntou: “De quem foi a ideia de gerico de vir brincar na neve?” Aí a Luana respondeu: “Sua!” Se arrependimento matasse! Pegamos o Gui e todos fomos a um Dollarama para comprar luvas e gorros. Para quem não conhece, o Dollarama é uma loja em que tudo custa até C$4,00. Compramos nossa proteção para neve (nos disseram que essa neve foi só o aperitivo: em janeiro e fevereiro tem muito mais aqui em Sarnia!) e fomos pra casa. Não estava tão frio e a neve tinha parado de cair. Chegamos em casa, para nos preparar para o jantar de fim de ano na casa da família Rosa, Júnior, Dani, Julia e Juliana, uma família linda que chegou em Sarnia dois anos antes da gente e com muita coisa em comum com a nossa história de vida. A Tati fez uma lentilha com bacon que estava divina e uma salada de acompanhamento. Dani fez uma fantástica salada de batatas e a farofa. Júnior cuidou do churrasco e do momento de oração. Júlia e Juliana prepararam a mesa. Eu e o Gui comemos com todo mundo. A família Rosa tem um cantinho muito especial em nossos corações pelos carinho, cuidado e acolhida que despenderam com a gente nestes primeiros dias. Somos ternamente e eternamente gratos. Deus os abençoe sempre e se Ele quiser ainda teremos muita coisa para partilhar e conquistar aqui em Sarnia. Jantar fabuloso, ligações para amigos e familiares, altos papos sobre família, estudos, mudanças, planos de vida e outros assuntos. Fizemos uma dinâmica em que cada um escreveu um bilhete para o seu eu futuro. As crianças começaram a cansar e queriam dormir. Nos despedimos e fomos pra casa. A neve começava a derreter e o chão criou uma camada de gelo escorregadia e perigosa. Eu mesmo quase cai com o Gui no colo! Já em casa, umas quinze para meia noite deitamos e a Tati pediu para eu não dormir. Foi em vão. Adormeci logo em seguida. Ela ainda ficou alguns minutos acordada. Pela manhã a Tati me disse que a meia-noite não teve fogos de artifício, cachorros latindo com medo, vizinhos gritando, buzinas. Foi tudo bem silencioso. Talvez esse seja o padrão canadense para o Réveillon. Bom, temos que acostumar, porque essa vai ser a nossa vida pelos próximos anos. E foi assim terminou o nosso 2019 e começou 2020: sendo amparados, cuidados e abençoados.

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Primeiro contato com os brasileiros em Sarnia

8 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Uma das preocupações recorrentes que a gente tinha era se ficaríamos muito sozinhos longe do Brasil. Afinal viemos para Sarnia uma semana antes do Natal. Eu já havia passado o Natal longe da minha família, mas era a primeira vez da Tati. No primeiro dia em Sarnia, conhecemos pessoalmente a Gisela, como quem a Tati já mantinha contato por Whatsapp desde o Brasil, e no mercado conhecemos o Júnior. Ambos foram super atenciosos e prestativos com a gente. No segundo dia, recebemos para almoçar no apartamento Aurélio, Luana e sua filha Julia, que chegaram dois dias antes da gente. A Tati também já conversava com o Aurélio desde o Brasil e esse foi o momento de nos conhecermos pessoalmente. A Tati mandou super bem na carne de panela, no arroz e no feijão. O Gui logo se apegou com a Julia. Falamos sobre expectativas e como foram os nossos processos até chegarmos aqui. No terceiro dia, conhecemos a família do Junior, que nos convidou para comermos pizza. Lá conhecemos suas filhas, sua sogra que estava de visita, e sua esposa Dani, também química como eu. Eles já se encontram em Sarnia há algum tempo e nos passaram suas impressões sobre a cidade e como vieram parar aqui. Na véspera de Natal, fomos convidados para cear na casa do Emerson, da Manu e do seu filho Arthur. A ceia teve direito a peru, chester, salada de bacalhau, farofa, arroz, feijão, rabanada e pudim. Nem parecia que estávamos no Canadá. Sobrou tanta comida que tivemos que almoçar no dia seguinte, quando conhecemos mais brasileiros. Nesse início de vida em outro país, sempre que dá, temos feito algumas coisas juntas, como compras de roupas, refeições e algumas burocracias. Como todos estamos longe do Brasil e de nossas famílias, o suporte entre a gente tem sido muito importante. Nesse final de ano, chegaram quatro famílias de brasileiros em Sarnia e ao longo do ano, antes da gente, outras também chegaram. Devagarinho, a comunidade de brasileiros vai crescendo. Soubemos que em London, a uma hora mais ou menos de Sarnia, a comunidade de brasileiros é tão significativa que até festa junina e um corredor no Walmart de produtos brasileiros já existe. Quem sabe em Sarnia, no futuro, também não tenha.

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Primeiro dia em Sarnia

8 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Depois de quase 20 horas de viagem, só queríamos descansar. Pegamos a chave do apartamento com Steve, nosso vizinho pelos próximos dias, e entramos na nossa residência temporária que alugamos em Sarnia pelo AirBNB. Exploramos os cômodos, vimos se estava tudo como o anúncio e conectamos nossos celulares no wi-fi para não gastar muito com o roaming internacional. Resolvemos tirar algumas coisas das malas (não tudo). Gisela, que nos recepcionou no aeroporto e nos levou até o apartamento, nos deu algumas instruções e recomendou ir no supermercado Food Basics, que ficava próximo. Ela, muito gentil, deu para o Gui carrinhos de brinquedo e chocolates, mas logo teve que ir embora. Gisela foi super importante nesse primeiro impacto em Sarnia e seremos eternamente gratos com ela. Com a cabeça ainda pensando em reais (no dia que chegamos C$1,00 equivalia a R$3,34 no câmbio turismo), fomos às compras para fazer o nosso almoço. Qual foi a nossa surpresa quando encontramos no mercado muitas das coisas que comprávamos no Brasil: saladas de folhas, banana, maçã, carne, arroz, feijão; vimos que não sentiríamos muito o impacto da comida. Estávamos tentando entender como o leite funcionava, pois não havia no mercado o nosso leite longa-vida de caixinha como no Brasil, quando encontramos mais um brasileiro que nos abordou: Júnior, engenheiro que estuda no Lambton College, onde a Tati também vai estudar. Muito simpático e bacana, Júnior nos explicou sobre o leite em saquinho (sim, aqui no Canadá é muito mais comum leite de saquinho) e sobre outras coisas para o dia-a-dia. Valeu, Júnior! Finalizamos as nossas compras, voltamos para fazer o almoço. Achei que a facada ia ser maior, mas até que os preços são bem próximos dos preços do Brasil. Descansamos, avisamos aos familiares do Brasil que chegamos bem e já estávamos instalados. Mais tarde demos uma volta pela cidade e o frio ainda incomodava um pouco, pois chegamos com -8°C e a previsão era chegar a -12°C até o final do dia, com sensação de -17ºC. Embora frio, o dia foi ensolarado até o pôr-do-sol, um pouco antes das 17h. Voltamos para o apartamento mas dentro estava frio para o padrão brasileiro. Chamei nosso vizinho Steve para ajudar na calefação. Enquanto a gente estava embrulhado com várias blusas de frio, Steve veio só com uma camiseta, moletom e sandália para nos socorrer. Me veio uma pergunta: será que a gente acostumaria assim com o frio como os canadenses? Sua esposa Debora veio também, talvez curiosa para conhecer a família de brasileiros do prédio. Steve regulou a calefação, explicou como poderíamos regular depois sozinhos. Agradecemos e fomos ver um pouco da programação canadense na televisão. Detalhe interessante: abri o meu Netflix aqui no Canadá para ver Rick e Morty e não estava disponível, pois não faz parte da Netflix Canadá. Percebi que muitos programas do serviço de streaming não tinham mais a opção com legenda em português; bom pra mim que preciso melhorar muito o meu inglês. Fomos dormir cedo. O friozinho ajudou e a cabeça parecia estava mais serena, longe dos problemas do Brasil. Assim encerrava o nosso primeiro dia em Sarnia.

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Nossa viagem de Campinas até Sarnia

26 de dezembro de 2019 by Anderson dos Santos

Terça-feira, 17 de dezembro, 14h30. Meu primo André chegou com a van para nos levar de Campinas até o aeroporto internacional de Guarulhos (GRU). O plano era sairmos até 15h30 de Campinas, por causa do temido trânsito na Marginal do Tietê. Saímos 15h47. Tudo bem. O vôo era só 20h45. Tínhamos quase 5 horas até decolar. Despedi da minha mãe, que não quis ir com a gente até o aeroporto. Meu irmão, Robson, e sua namorada, Mara, resolvem ir com a gente também. Terça-feira, 17 de dezembro, 18h32. Chegamos ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Despedimos de todos que nos acompanharam, com direito a choro do meu irmão, que está emocionado, meu primo quer marcar uma de durão. Tia Li e tio Beto nos esperavam no aeroporto para se despedirem da gente também. Na hora do check-in da Air Canada, Tati descobre que seria possível enviar a cadeirinha do bebê-conforto do Gui, mas meu primo, meu irmão e minha cunhada já tinham partido com ela. Resolvemos ligar e ver se eles conseguem voltar até 19h30 e meu primo diz que dá pra tentar. Tia Li e tio Beto tomam café conosco. A cadeirinha chega. Despeço do meu irmão, que novamente chora; dessa vez não segurei o meu choro. Despachamos a cadeirinha e partimos para o embarque no avião. Nos despedimos do tio Beto e da tia Li. Terça-feira, 17 de dezembro de 2019, 21h11. Enfim o avião decola. Gui ainda está animado: meu filho adora voar de avião. Serviço de bordo da Air Canada muito bacana, tripulação multi-étnica; um exemplo de como poderiam ser as companhias aéreas brasileiras. É meu primeiro vôo longo. Não durmo direito, mas o Gui dorme quase todas as 9h30 de vôo. Tomei minha primeira cerveja canadense durante a viagem. Vi o filme Ad Astra e o começo da sexta temporada de de Brooklin 99. Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019. 04h47. Chegamos em Toronto. Temperatura local -4°C. Nevou! A Tati se emociona pelo primeiro contato com a neve. O vôo para Sarnia está marcado para 7h50. Temos 3 horas, mas foram tão pouco tempo! Uma recomendação, de não lembro quem, disse para passarmos alguns dias em Toronto antes de irmos para Sarnia, mas ficava bem mais caro alugar um carro ou ir de trem a partir de Toronto, do que fazer a conexão. Detalhe importante: 9 malas e 3 bolsas não caberiam em qualquer carro e a viagem de trem tem limite de bagagem. A parte mais tensa da viagem é a imigração. Junto com nosso vôo, também chegou um vôo da Índia e nunca a expressão fila indiana fez tanto sentido. Brasileiros de calças jeans e tênis de ginástica. Indianos com calças saruel, moletons, turbantes, lenços nas cabeças: muito interessante! Nota interessante: no Brasil temos fila preferencial, aqui no Canadá não. Mas os agentes aeroportuários tem alguma regra especial para portadores de deficiência e mães com crianças de colo possam passar na frente; gestantes e idosos continuam na fila. Depois de atendidos pelo primeiro oficial de imigração, mais uma fila e o tempo correndo contra a gente. Outro oficial de imigração, algumas perguntas, meu inglês capengando, passaportes, extratos bancários (que eu não iria trazer, mas minha esposa tanto me encheu que levei, e foi super importante! Valeu, Tati! Te amo!). Mais um tempo de espera, agora sentados, quando finalmente somos chamados e podemos entrar oficialmente no Canadá! Cruzamos o portão e… cadê nossas malas? Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 07h18. Esteiras sem sinalização, corremos para um lado e para o outro e nada de nossas malas. Depois de alguns minutos de desespero, achamos elas largadas do lado de uma esteira parada. Também, tínhamos desembarcado quase 2h30 antes e todos os outros passageiros já deveriam ter pegado as suas malas. Corremos pelos corredores, despachamos as malas para o vôo de Sarnia, temos menos de 15 minutos até o avião decolar. Cadê o portão D7? Nesse quesito os aeroportos de São Paulo são melhores sinalizados. Achamos o portão, entramos, sou parado no raio-X. Fivela do cinto. Tiro o cinto. Temos que abrir a mala do Gui, que abre um berreiro porque o oficial está vistoriando a mala. O tempo correndo, o oficial com uma calma fora do normal e nosso vôo que iria decolar em menos de 10 minutos! Somos liberados, corremos, descemos a escada rolante, último chamado para o vôo para Sarnia, avistamos o bi-motor, que decolaria em 2 minutos, quando… Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 07h49. … Tati não tinha colocado a sua roupa de frio. Minha esposa morre de medo do frio do Canadá e do lado de fora das janelas aquelas pilhas de neve que foram retiradas da pista não a ajudavam a perder o medo. Abrimos uma mala, depois outra. Botamos os agasalhos de qualquer jeito. Corremos para o avião. A temperatura era de -4°C com sensação de -9°C. Entramos no bimotor. A aeromoça pede para quem sentemos no fundo da aeronave. No total éramos 12 passageiros. Nunca viajei em um vôo comercial com tão pouca gente. A viagem dura pouco mais de 40 minutos. Tem até um mini-serviço de bordo! Duas bolachas e chá ou suco de maçã. Como o avião é pequeno, tem bastante turbulência. A Tati fica um pouco enjoada. O sol nasce pela janela. A vista aérea do condado de Lambton é linda. Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 08h36. Chegamos em Sarnia. -8°C temperatura local. Minha linha telefônica do Brasil funciona desde que chegamos no Canadá. Dica importante: se você é assinante da Claro com boa franquia de dados, compensa ativar o pacote Américas se ficar por Toronto ou Sarnia; aqui o plano celular é caro e não tem essa de Whatsapp, Twitter, Facebook e Instagram liberados. Desde que saímos de Campinas até agora foram quase 19 horas. Ligo para a empresa que loquei o carro e eles chegam depois de meia-hora para nos buscar no aeroporto. Gisela, outra campineira que veio com sua família também este ano, vai nos recepcionar no aeroporto. Minha …

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Olá mundo!!

26 de dezembro de 2019 by Anderson dos Santos

Olá! Esse é o primeiro post de nosso blog! Seja bem-vindo! Somos Anderson dos Santos, Tatiane Arcari e Guilherme, somos uma família de brasileiros, de Campinas, São Paulo, e nos mudamos no final de 2019 para Sarnia, Ontário, Canadá. Nosso projeto inicial são de dois anos em Sarnia, onde a Tatiane estará estudando no Lambton College e eu, Anderson, estarei estudando inglês e trabalhando. O Gui como tem 3 anos não entrará ainda na escola pública e entrará em uma Day Care. É a primeira vez que estamos morando fora do país e estaremos compartilhando um pouco da nossa vida, do que estaremos aprendendo no dia-a-dia e um pouco de choque de cultura em um novo país. Sintam-se abraçados e acolhidos. Não deixe de participar, deixando comentários ou nos enviando e-mails. Até mais!

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Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve."

Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas
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