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Vida Canadense

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Categoria: Imigração

Aqui partilhamos um pouco sobre imigração e os processos que rolam aqui no Canadá.

ECA REPORT pela WES: Como fazer a validação eletrônica do diploma sem tradução

14 de fevereiro de 2022 by Anderson dos Santos

Fala pessoal! Beleza? Lá no meu Instagram, quando eu disse que minha esposa e eu fizemos nossos ECA Reports, equivalência dos nossos diplomas brasileiros aqui no Canadá para Imigração e Trabalho, sem tradução juramentada nem envelope lacrado, muita gente quis saber, e ainda quer, como nós procedemos. Nossos ECA Reports foram feito pela WES, World Education Services, uma instituição amplamente reconhecida aqui no Canadá, e os custos ficam por volta de 300 dólares canadenses (neste preço estão inclusos o ECA Report, mais impostos e as taxas de envio da cópia física do relatório para um endereço aqui no Canadá). Lembrando que eu fiz a Equivalência dos nossos estudos, nós estudamos na UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, aqui no Canadá mas Equivalência não é Revalidação. Mas qual a diferença? Equivalência de diploma é um processo para que o governo canadense (ou até outra organização) saiba que tipo de curso você fez. Afinal, os dois países tem sistemas educacionais diferentes (e provavelmente existem países que são ainda mais diferentes). A Equivalência serve para duas coisas a princípio: primeiramente, provar para algum processo de Imigração aqui do Canadá (são dezenas de processos), qual é a sua escolaridade. Por exemplo, eu fiz graduação em Química e uma especialização em Marketing Organizacional na UNICAMP. A equivalência pela WES foi de um Degree de 4 anos com minor em Education (porque também tenho licenciatura) em Chemistry e um Diploma de 1 ano em Marketing B2B. e também provar para algum empregador qual a sua escolaridade. Geralmente os empregadores confiam na sua palavra, ainda mais em profissões desregulamentadas, mas podem pedir para comprovar, e com o ECA Report em mãos, de uma instituição reconhecida em todo o Canadá fica muito mais fácil. Já Revalidação é o ato de reforçar, legitimar ou legalizar outro, para imprimir-lhe maior valor jurídico. No caso, no Canadá tem as profissões regulamentadas, no geral, são profissões que lidam diretamente com outro ser humano e/ou que em caso de erro, pode ter consequências graves. No geral, as profissões que exigem nível superior regulamentadas no Brasil, também são regulamentadas no Canadá. Advogados, médicos, fisioterapêutas, engenheiros, farmacêuticos são exemplos de profissões regulamentadas nos dois países. Mas aqui no Canadá, as profissões técnicas também podem ser regulamentadas. Por exemplo, em um serviço de instalação elétrica no Brasil as autoridades fazem vista grossa se a pessoa que vai fazer o trabalho é formado como eletricista ou não. No Canadá, como a maioria das casas são feitas em estruturas de madeira e outros materiais inflamáveis, só um eletricista regulamentado e certificado no Canadá pode fazer a instalação elétrica. Aí, um brasileiro que quer ser eletricista no Brasil, precisa revalidar seu diploma de eletricista de nível técnico do Brasil ou fazer o curso aqui. Ok, espero que tenham entendido que o que nós fizemos foram as Equivalências dos nossos diplomas. Lá no meu Instagram partilhei as nossas experiências e algumas pessoas economizaram uma boa grana ao fazerem o mesmo processo de equivalência, sem envio de envelope lacrado e nem tradução juramentada (desculpem, tradutores juramentados, mas muitos de nós precisamos economizar dinheiro o máximo possível). Como é uma pergunta recorrente, gravei um vídeo com a explicação mais detalhada de tudo o que fizemos. Também fiz um bate-papo rápido com a Evelyn Medina, que fez UNIMEP, Universidade Metodista de Piracicaba, e fez o processo quase idêntico ao meu. Abaixo alguns sites para vocês entenderem mais sobre o ECA Report e como usá-lo na imigração canadense. Site oficial do governo canadense sobre o processo de imigração: https://www.canada.ca Site da WES para fazer o ECA Report: https://www.wes.org Assista o vídeo que gravei: Até mais gente! Espero ter ajudado.

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Nosso primeiro ano no Canadá

7 de novembro de 2021 by Anderson dos Santos

Um ano de Canadá! Como Roberto Carlos cantou: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!” E quantas emoções! Quando a nossa consultora educacional, Poliana, perguntou se a gente queria vir com o Canadá com emoção ou sem emoção, e a gente escolheu a primeira opção, não esperava que Deus (ou o Universo) responderia: “Ah, é? Toma!” Brincadeiras à parte, queria compartilhar com vocês 5 Vivências e Aprendizados nesse primeiro ano de Canadá, e um ano de Sarnia-ON. Vamos lá? 1. Saudade Acho que se perguntar para quem mora no exterior o que mais pesa na vida de imigrante, para 99 em 100 pessoas, é a saudade (chutei esse número, e não é oficial, mas conheci gente que não tem um pingo de saudade da terra natal). Aqui saudade vou dividir em três tópicos: a. Saudade da família: a não ser que você tenha vindo de um lar abusivo ou desestruturado ou outro motivo forte, saudade da família vai ser bem grande. Se você vem com filhos, a impressão que dá é a de que você está aqui por eles, e nos dias que dá um nó na garganta, a voz embarga e os olhos marejam por causa da saudade, você lembra que está aqui por eles, a superação vem. Aí uma video-chamada, um aúdio no Whatsapp diminui, mas não aplaca. Acho que para quem vem sem filhos, a saudade deve ser muito maior. b. Saudade dos amigos: nós brasileiros temos três círculos de amizade como eu falei nesse post sobre amizade no Canadá. Aí, na pressa em ser aceito por um grupo, a gente escancara a nossa carência e vamos fazendo “amizade”. às vezes dá certo, outras vezes quebramos a cara. Mas se entendermos os três círculos, vamos sentir falta daquele amigos íntimos, que foram forjados ao longo de anos, que você pode falar ou fazer qualquer coisa, que ele vai estar do seu lado, como na amizade entre o Sam e o Frodo. Esses amigos são os que mais dão saudade. c. Saudades da cultura brasileira: brasileiro tem seus estereótipos. Somos calorosos, passionais, festeiros, falamos alto, a nossa culinária é rica, nossa TV, música, futebol e cinema são únicos. É claro que vai ter gente que vai botar um iptv para ter seu gatonet e acompanhar o BBB ou todos os campeonatos de futebol, ou que vai reclamar da pizza canadense, da churrasqueira à gás, da praia de água fria e por aí vai. Uma coisa que eu digo é: dá pra se virar e adaptar. E outra: a experiência fica muito mais rica quando você mergulha em outra cultura. Então, pra mim, saudades da cultura brasileira é bem gerenciável. 2. Medo Os medos me deixaram insônes diversas vezes. O primeiro medo foi o dinheiro. Quando fechamos o College e logo depois aplicamos para o visto, CAD$1 canadense estava custando cerca de R$3,04. Quando chegamos no Canadá, CAD$1 já estava R$3,12. Depois foi só subindo e não baixou mais. As reservas que a princípio durariam dez meses, logo durariam 9, 8, 7. Tínhamos que fazer dinheiro no país e logo, e nos falaram que era só chegar no Canadá que era emprego garantido em uma grande produtora de cannabis. Chegando aqui essa produtora demitiu mais de 10% dos trabalhadores e as contratações pararam. Mas não era um grande problema. Daria pra fazer dinheiro com aplicativos de entrega e de passageiros. O mesmo que falou da produtora de cannabis nos convenceu a comprar um carro logo, e disse que dava pra emplacar o carro com a carta de motorista G1. Era mentira. Só com a G2 ou a GFull era possível. Imagina o carro na garagem por um mês e ter que ligar todo dia por 10 minutos para não zerar a bateria durante o inverno. Quase 2 meses depois que cheguei no Canadá, consegui tirar a carta G Full, emplacar o carro e comecei a entregar pizza por indicação de outro brasileiro, mas queimamos quase três meses de reserva com a compra do carro no momento errado. No terceiro mês de Canadá comecei a fazer UBER e a instalar internet via rádio. No quarto mês, consegui um emprego full time, continuei fazendo UBER e instalando internet, porque nossas reservas durariam só dois meses sem trabalhar. Eram 60, 70 e às vezes mais de 80 horas de trabalho na semana para fechar as contas e minimamente recuperar parte das reservas. O meu maior medo era o dinheiro acabar e ter que voltar desempregado e mais pobre do que quando saí. Outros medos vieram. Gravidez surpresa da Malu, todo o pré-Natal e se a gente teria que pagar o parto cesariana. Se o Gui sentiria o impacto de se adaptar em outro país. A pandemia. Pensa que é mole? 3. Insegurança Antes de vir para o Canadá fui me matricular em uma escola de inglês perto de casa para um curso rápido. Me nivelaram como “avançado” e não tinha turma.Então dei um jeito de zerar as lições do Duolingo. Meu padrinho de casamento também deu algumas aulas para mim e pensei que daria pra me virar. Ledo engano. Cheguei no aeroporto de Toronto, não entendia ninguém falando comigo. Compramos chips para os celulares, alugamos nossa casa, instalamos internet, eletricidade e gás, mas quem negociou tudo foi minha esposa. Minha primeira entrevista de emprego, não entendi quase nada do que me perguntavam. Nem na segunda ou na terceira. Só consegui começar minhas aulas de inglês no YMCA em março de 2020 e em abril consegui meu emprego full-time. E a creche (daycare) para o Gui? Ao contrário de nossa cidade natal, aqui no Canadá não existem creches públicas. E pra dificultar, descobrimos que haviam três listas de espera em Sarnia: a primeira para crianças cidadãs canadenses; a segunda para filhos de refugiados e filhos de famílias com residência permanente; e a última para crianças de famílias com visto temporário e era nessa que o Gui entrou. A primeira lista rodava rapidinho; já a terceira nada. Em …

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Entendendo o que é o OHIP

25 de outubro de 2021 by Anderson dos Santos

O QUE É OHIP? A maioria das pessoas quando pensam em mudar para o Canadá descobrem que aqui o sistema de saúde é público, mas um detalhe importante é que cada uma das dez províncias e três territórios tem o seu sistema público de saúde, ou seja, não existe um sistema de saúde nacional e único como o SUS no Brasil. Como viemos morar em Sarnia, interior de Ontário, passamos a utilizar o OHIP (sigla de Ontario Health Insurance Plan) que é o Sistema Público (e Único) de Saúde da província de Ontário. Seu cartão de saúde prova que você está coberto pelo OHIP e por isso que você precisará mostrá-lo toda vez que você for ao médico, visitar uma sala de emergência, realizar um exame médico ou uma cirurgia. COBERTURA O OHIP cobre: consultas com seu médico de família; visitas a clínicas ambulatoriais conhecidas aqui como “walk-in clinics ” e outros prestadores de cuidados de saúde; exames de imagem emergência e exames médicos e cirurgias O que não está coberto: dentista fisioterapia medicamentos (mas casos de menores de 18 anos sem outro seguro saúde o OHIP dá cobertura) quiropraxia/acupuntura, entre outros QUEM SE QUALIFICA Para se qualificar para o OHIP, você deve atender a todas as qualificações mínimas abaixo, MAIS pelo menos um dos requisitos adicionais. Qualificações mínimas: (deverá atender a TODAS) estar fisicamente em Ontário por 153 dias nos últimos 12 meses. estar fisicamente em Ontário por pelo menos 153 dias dos primeiros 183 dias imediatamente depois de ter começado a viver na província. fazer de Ontário sua casa principal. Requisitos adicionais: (atender pelo menos UM) ser um cidadão canadense. ser uma pessoa indígena (registrada nos termos da lei federal indígena). ser um residente permanente. ter aplicado para a residência permanente no IRCC (Imigração, Refugiados e Cidadania Canadense) e ter comprovado que sua aplicação não foi negada. estar  em Ontário com uma autorização de trabalho válida e estar trabalhando em tempo integral em Ontário, para um empregador de Ontário, durante pelo menos seis meses (seu cônjuge e qualquer dependente também se qualificam se você fizer). estar em Ontário com uma licença de trabalho válida ao abrigo do Programa Federal de Caregiver. ser refugiados ou outra pessoa protegida (conforme definido pela Immigration and Refugee Board of Canada). ter uma Permissão de Residente temporário. ser um membro do clero que pode ficar legalmente no Canadá e está ministrando tempo integral em Ontário por pelo menos seis meses (seu cônjuge e qualquer dependente também se qualificam se você fizer). VISITANTES: Os visitantes de Ontário de outras províncias e territórios canadenses, ou de fora do Canadá, não se qualificam para o OHIP. CARÊNCIA/COBERTURA: Antes poderia demorar até três meses para que sua cobertura pelo OHIP começasse após você ter sido aprovado, e durante este período, você deveria considerar a possibilidade de comprar um seguro de saúde privado. Imagine a situação: você chega em Ontário e só depois de 153 dias na província você poderia aplicar e ainda teria que esperar outros 3 meses, ou seja, no mínimo 8 meses para ter a cobertura do OHIP! Por isso é comum a prática de quem vem estudando, fazer um seguro de saúde privado de pelo menos um ano. Mas em 2020, devido a pandemia do COVID-19, a província de Ontário suspendeu a carência de 3 meses desde o dia 19 de março de 2020. Isso foi um alívio imenso pra gente! Para mais informações, você acha aqui: https://www.ontario.ca/page/apply-ohip-and-get-health-card#section-1 A NOSSA HISTÓRIA Aqui em casa fizemos um seguro privado de um ano, vinculado ao College, que se mostrou ser a opção mais em conta. Deu cerca de 2 mil dólares canadenses para nós três, começando a cobertura a partir do início das aulas da Tati, 02 de janeiro de 2020. No começo do ano, para surpresa e emoção de todos, descobrimos que estávamos grávidos e o seguro privado não cobriria o parto porque tecnicamente, a concepção foi feita antes do início do seguro. E agora? Como a Tati já tinha feito duas cesáreas, obrigatoriamente o terceiro parto também deve ser cesárea por ordens médicas, e começamos a estudar como conseguir o OHIP, porque a previsão dos custos do parto eram entre 5 e 12 mil dólares mais 2 a 3 mil dólares por dia de internação, o que nas nossas contas daria entre 9 mil e 21 mil dólares para o nascimento do bebê. Comecei a caçar emprego full-time e só depois centenas de resumes e cover letters e seis entrevistas de emprego, consegui um emprego que começou em 6 de abril de 2020. Ou seja, dentro do prazo. Aí depois que comecei meu trabalho, esperei um tempo até chegar perto dos 153 dias, mais de 40 dias pela frente, prazo mais que suficiente para organizar as coisas. Caso esteja na mesma situação, separe os seguintes documentos: Aplicante Principal: Carta do empregador (modelo abaixo) Comprovante de endereço no seu nome: Carteira de Motorista (Ontario Driver License), income tax assessment, extrato do banco (via Canada Post), contrato de aluguel ou conta (Internet, Gás, Hydro, Power, etc) Passaporte Work permit Aplicante Secundário (cônjuge): Comprovante de endereço com seu nome: Payslip (se tiver emprego), declaração do College com endereço completo, extrato do banco(via Canada Post), contrato de aluguel ou conta de Energia/Agua Passaporte Student Permit Aplicante Secundário (filhos e pais): Passaporte Maio chegou, completamos os 153 dias em Ontário, fui até a minha chefe e pedi a carta, explicando para ela como teria que ser feita a carta. Veja o modelo que deve ser impresso e assinado em papel timbrado: July XX, 2020. To whom it may concern This is to confirm that NOME COMPLETO has been employed by NOME DA EMPRESA in ENDEREÇO COMPLETO DE ONDE VOCE TRABALHA, Ontario, working full time as a NOME DA SUA POSIÇAO since DATA DE INÍCIO at the hourly pay rate of VALOR DA SUA HORA (opcional). The company is intending to employ the employee FULANO DE TAL 6 months minimum. If you have any question please contact me at +1 (XXX) XXX-XXXX. Thank you. NOME DO RESPONSÁVEL POSITION EMPRESA Minha chefe nunca tinha feito uma carta assim. Aí ela pediu um tempo para consultar o RH. Depois de um tempo ela me disse que nesta pandemia de COVID-19 não …

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Como manter um bom Credit Score em um momento de crise

2 de maio de 2020 by Anderson dos Santos

Há algum tempo eu planejava trazer um convidado para escrever aqui no blog Vida Canadense para discutir assuntos que eu não domino, mas que considero importantes para quem está no Brasil planejando a imigração para o Canadá, ou mesmo para quem já mora aqui, mas que tem dúvidas sobre o tema. O post de hoje, por exemplo, é um desses temas que eu considero extremamente relevantes, por isso resolvi convidar alguém que conhece bem do assunto para falar sobre ele de forma leve e bem explicativa. Assim, quero apresentá-los a Flavia da Silva que é Mortgage Broker em Toronto pela Lending Logic Financial lic. 11782 e já possui mais de 10 anos de experiência no Canadá. Recentemente ela escreveu Credit Score: O Guia Prático e Fácil que já foi nomeado best-seller em sua categoria na Amazon Canada. Desde então, já foi convidada a dar palestras e seminários em várias cidades do Canadá para ajudar a comunidade de língua portuguesa a conseguir um bom crédito e comprar imóveis de forma descomplicada. Pedi à Flavia que escrevesse para os leitores aqui do blog algumas dicas de como cuidar do Credit Score nesse momento de crise que estamos vivendo agora. Vejam abaixo o texto dela: “Os acontecimentos dos últimos meses deixaram famílias mundo afora com dificuldades financeiras difíceis de lidar. É compreensível a preocupação, porque, afinal, ninguém sabe quando o cenário econômico voltará à normalidade e, ainda assim, as contas continuam chegando. Em meio a esses problemas, não surpreende que o Credit Score esteja bem abaixo em nossa lista de prioridades; porém, sua importância continua e não há políticas ou protocolos das Credit Bureaus em relação à crise do COVID-19, implicando que as regras continuam as mesmas. Eu, como Mortgage Broker, acredito que o Credit Score continuará relevante, e nós precisaremos dele principalmente nos momentos pós-crise. Por isso é importante tomar atitudes que, dentro do possível, reduzam o impacto em sua pontuação. O principal nesta situação é não atrasar pagamentos. Cartões de crédito, por exemplo, estão sendo mais usados do que o normal. Você pode até fazer o pagamento mínimo da fatura e deixar o restante pendente, mas certifique-se de fazer este pagamento dentro do prazo! Se você tiver outras linhas de crédito além do cartão e agora já não possui renda suficiente para pagá-las, é muito importante que você contate os seus credores antes de tomar qualquer atitude. A cada momento são refeitas várias negociações de dívidas, pois as instituições financeiras estão com diversos arranjos para as mais diferentes situações. Não se esqueça também de fazer poupança e cortar os gastos desnecessários. Neste momento são mínimas as contas com transporte, por exemplo. A mesma coisa vale para os serviços que agora estão fechados, como academias. As suas contas de celular e internet móvel também podem ser reduzidas agora que é obrigatório ficar em casa. Pegue todos estes gastos e, se possível, jogue-os na poupança porque o futuro agora é incerto. Outra ótima dica é contatar a Equifax e a TransUnion para deixar uma declaração em seu Credit Report. Essas empresas permitem que os usuários deixem registrados pequenos textos em suas fichas explicando qualquer acontecimento; ou seja, se você perdeu muitos pontos, pode fazer esta solicitação às empresas para que no futuro, quando seu Credit Report for analisado por alguma instituição financeira, ela saiba que essa perda de pontos veio de uma situação fora do seu controle. Em meio a todo esse cenário, devemos lembrar também de ter calma. O Governo Canadense e as entidades financeiras estão cientes de tudo o que ocorre e trabalham a todo vapor. O Canadá vem se demonstrando muito competente nesta crise e servindo de exemplo para muitos países. Poupe o máximo possível, corte os gastos desnecessários, fale com os seus credores e registre tudo em seu Credit Report. Assim como todas as outras, em breve esta também será uma crise do passado. Se quiser saber mais sobre o Credit Score, não deixe de conferir o meu livro Credit Score: O Guia Prático e Fácil. Eu, como Mortgage Broker com mais de uma década de experiência no mercado canadense, trabalho com o Credit Score todos os dias e ajudar meus clientes é a parte mais gratificante da minha profissão.” Quero agradecer a Flavia por ter aceitado participar desse post aqui no blog. Deixarei aqui o perfil do Instagram dela para que vocês possam acompanhar mais sobre esse assunto, e também para esclarecer dúvidas sobre a compra da sua casa aqui no Canadá. Espero que as dicas que ela deixou, ajudem a todos que estavam preocupados com o Credit Score durante o COVID-19. Como sempre digo, tenho esperança que essa crise passe logo, e tudo o que pudermos fazer agora para minimizarmos os efeitos dela, por que não fazer, certo? Um abraço a todos e até a próxima!!!

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Douradores de pílulas

15 de março de 2020 by Anderson dos Santos

Dourar a pílula é uma expressão da língua portuguesa e significa apresentar algo difícil ou desagradável como uma coisa mais suave e mais fácil de aceitar. A expressão “dourar a pílula” está relacionada com a figura de linguagem conhecida como eufemismo que consiste na substituição de um termo ou expressão rude, chocante ou inconveniente por outro mais suave ou agradável. Em inglês, os canadenses me explicaram que esta expressão popular é muitas vezes traduzida como “gold plating“, cuja tradução literal é “revestir de ouro“, mas uma tradução mais adequada é “sugarcoat“, que significa “envolver em açúcar“. Origem da expressão Entre 865 e 923, viveu o médico persa Rhazés, que foi o primeiro a ter a ideia de revestir remédios sólidos ou pílulas, para que fossem mais facilmente ingeridos. Ele fez uso de sementes de uma planta, sementes que têm um sabor doce e que em seu interior possuem uma substância que fica viscosa quando entra em contato com a água. Dessa forma, essa substância envolvia a pílula, tornado-a mais doce e fácil de engolir. Alguns anos depois, um filósofo persa chamado Avicena, que com apenas 16 anos já praticava a medicina, usou folhas de ouro e prata para revestir os comprimidos. Um comprimido revestido em papel dourado fica mais bonito, apesar de seu sabor não ter sofrido qualquer alteração. Muitos farmacêuticos depois utilizaram a mesma estratégia para venderem melhor os seu comprimidos. Por esse motivo, a expressão “dourar a pílula” é uma forma de mascarar a realidade, fazendo com que algo doloroso fique mais suave. No entanto, é importante esclarecer que “dourar a pílula” não é mentir, é adoçar uma verdade amarga. Douradores de pílulas Quando você vira imigrante, algumas coisas que vêm junto com o processo é bem amargo e muitos que passaram por isso, as adoçam. Não são mentiras, que já caí em algumas como conseguir Daycare em um dia ou comprar um carro no Canadá com a carteira de motorista G1, mas outros pontos de vista de quem já passou por situação parecida, e até pior, mas hoje podem contar o processo de imigração com outros olhos. A gente mesmo saiu do Brasil com uma situação de conforto: dois carros, apartamento praticamente quitado, salário mais que justo, plano de saúde, condomínio fechado com piscina e academia, escola particular para o meu filho. Mas mesmo nessa situação, não estávamos felizes. Talvez a perda do meu filho Leo doesse ainda muito, mas felizes, nós não estávamos. E decidimos vir para o Canadá. Aqui, ao chegar, passamos pelo deslumbramento de turista, mas uma hora essa fase passa e a gente entra no mundo real. Como nos falaram, a gente volta a ter dezesseis anos, quando podemos ter conta no banco, namorar e andar de mobilete, mas para as demais coisas, a gente tem que provar várias coisas, antes de ganhar um voto de confiança. Uma das coisas que mais incomoda depois do deslumbramento inicial, é a velocidade de resolução dos canadenses, ou de um outro ponto de vista, um lugar sem jeitinho brasileiro ou despachantes que conhecem alguém que pode acelerar o processo. Só para ficar em um exemplo, meu filho Gui está há meses na waitlist para a Daycare (pré-escola) e enquanto ele não conseguia uma vaga, eu não poderia começar a estudar inglês no YMCA e nem começar a trabalhar nos mesmos horários que a Tati. Então, como não há alternativa de Daycare particular na cidade e sem suporte de avós, tão comum no Brasil, a gente teve que esperar. Toda a semana íamos consultar, e ainda não surgiu uma vaga para o Gui em nenhuma Daycare. Muita gente não gosta desta velocidade canadense e diz que o país é comunista, socialista ou outros istas. Aí, não vê a hora da experiência terminar e ir embora daqui o quanto antes. Mas para todos os outros demais que se adaptam, sabem que é só um preço a pagar para um país que funciona. Recomendo a leitura deste post do blog do Adriano Silva, ex-editor chefe da Superinteressante do Brasil, e que mora em Toronto: Morar num lugar em que tudo funciona tem um preço. Você topa pagar? Muitas verdades são ditas neste post. Em outros, Adriano Silva é igualmente preciso sobre morar no Canadá, sem ser um dourador de pílulas. Espero a aprender com ele e, enquanto esse blog existir, dourar as pílulas o menos possível para vocês.

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Três fatores-chave que fazem diferença no EE

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Uma dúvida frequente, principalmente quando se começa a pesquisar os processos de imigração para o Canadá, é: “Será que eu tenho chances de ir para o Canadá pelo Express Entry?” O Express Entry ou simplesmente EE (programa federal de imigração canadense) é, para muita gente, o sonho para conseguir se mudar direto para o Canadá. Ele representa economia de tempo e dinheiro em relação à maioria das outras dezenas de processos de imigração e justamente por isso, acaba sendo muito disputado. Cada ponto conta para conseguir uma boa colocação no Pool. Não sou nenhum especialista em processos de imigração, mas ao longo de muitas pesquisas no site oficial do Express Entry e em fóruns na internet, e depois de fazer um simulador para calcular as nossas chances, algumas características dos candidatos mais bem colocados na tal piscina vão se destacando. Ter LMIA (Labour Market Impact Assessment), experiência canadense (trabalho e/ou estudo) ou um convite de uma província é o lugar comum dos primeiros colocados. Porém, aqui fica interessante, um candidato que nunca trabalhou ou estudou (ou mesmo, nem pisou) no Canadá pode sim ter chances de ser chamado a aplicar para a residência permanente (Permanent Residence ou PR). Nesse caso, alguns fatores-chave pesam muito e podem garantir uma alta pontuação para candidatos que querem aplicar ao Express Entry sob o programa FSW (Federal Skilled Worker). Ao contrário do que se pode pensar, não é tão impossível assim para alguém que sempre viveu no Brasil ser convidado. Se você se encaixa em algum (ou mais de um deles), pode começar a aprofundar suas pesquisas e aumentar suas esperanças! I. Ter pontuação excelente no inglês (CLB 9 ou mais no IELTS) Esse é o primeiro fator da lista, por ser também o mais importante. Um CLB 9 no IELTS (8 no Listening e 7 nas outras habilidades), além de garantir ao aplicante principal quase o máximo de pontos de idioma (124 de 128 possíveis), permitirá que o candidato ganhe diversos pontos-bônus, quando combinado com outras características do perfil. Isso pode fazer toda diferença na hora de cruzar a barreira dos 460 pontos, o que acredito que seja o suficiente para receber um ITA (Invitation to Apply) ainda em 2020. Sem isso, é praticamente impossível (no presente momento) ser convidado a aplicar pelo processo federal, por isso o IELTS deve ser a etapa de maior dedicação do candidato. II. Ter uma pós graduação validada por uma instituição de equivalência + uma faculdade de pelo menos 3 anos Esse item é matador. Além de conferir mais 8 pontos em relação a uma graduação apenas, a partir desta faixa de estudos pode-se ganhar 50 pontos extras (os chamados Transferability Skills) quando combinado a um CLB 9. Importante que a pós graduação precisa ter pelo menos um ano de duração e estar validada por uma instituição de equivalência credenciada pelo CIC (como a WES), pois nem todas as pós-graduações brasileiras são aceitas e obtêm equivalência. O mesmo vale aqui para mestrado, doutorado, pós-doc etc. III. Ter pelo menos três anos de experiência de trabalho em um NOC zero, A ou B, sendo pelo menos um ano contínuo Este é um item importante por conta do critério mínimo de seleção para o FSW. É necessário ter pelo menos um ano contínuo de experiência de trabalho em NOC (National Occupation Classification) zero, A ou B para qualificar-se dentro dos 67 pontos exigidos pela tabela do FSW e, assim, poder entrar no Pool. Outro ponto é que, se você tiver 3 anos de experiência em uma mesma área (que você vai escolher como seu NOC principal), somados com CLB 9 ou mais no IELTS, você ganha mais 50 pontos de Transferability Skills. Já deu pra notar que o IELTS ser o ponto chave do processo, né? E não é papinho de professor de inglês, porque eu sou professor de Ciências!😉 Por fim, dois fatores extras: Idade entre 20 e 29 anos Esta faixa de idade é a que confere mais pontos aos candidatos, sendo um total de 110 pontos. A partir daí, perde-se pontos a cada ano a mais (ou a menos). A idade deixa muito candidato a imigrante descabelado, mas não é pra tanto. O importante é que, tendo os outros fatores, suas primaveras vão pesar menos e a importância vai caindo quanto mais qualificações o imigrante tem, de modo que pessoas que estudam e trabalham no Canadá ou tem convite de província (que também pode ser conseguido por quem tem 400 ou mais pontos sem nunca ter estado lá, mas isso eu explicarei no futuro) dificilmente serão afetadas pelos anos a mais (ou a menos). Francês Se você tiver uma boa nota no IELTS, que tal estudar um pouco de francês? O Canadá é uma país “bilíngue” (curiosidade: aqui em Sarnia além dos funcionários públicos que trabalham no atendimento que tem que falar francês, só conheci uma senhora na igreja que também falava e uma cuidadora de crianças que é francesa), e se você tirar ao menos CLB 5 no TEF (Test d’évaluation du Français) você já começa a ter pontuação extra no Express Entry. Com um CLB 7 no TEF você ganha ainda mais 30 pontos extras! Então, para quem tem facilidade com idiomas, é uma boa! É isso pessoal! Espero que tenha ajudado a clarear um pouco mais pra quem está iniciando esta longa jornada. Até mais!

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Como começar o plano Canadá

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Muita gente tem nos perguntado pelas redes sociais como começar um plano Canadá. Não existe fórmula exata ou mágica, mas aqui vamos compartilhar a nossa experiência e as nossas impressões: 1. Estude Inglês Pode parecer óbvio, mas muita gente esquece isso. Não confie cegamente nos níveis das escolas de idiomas, porque ao chegar aqui, você pode ter que dar dois ou mais passos para trás no seu nível de idioma. Ouça podcasts, veja filmes e séries, leia portais de notícias: tudo em inglês. Deixe seu celular e computador em inglês também. Você estuda todo dia uma hora? Comece a estudar dois ou três. Já estuda três? Comece a estudar cinco! Quanto melhor o seu inglês, melhor vai ser a sua adaptação. Agora se você for para o Quebec, troquei acima o inglês pelo francês. 😉 Dica: A Jornada do Autodidata em Inglês 2. Junte dinheiro Também pode parece óbvio, mas muita gente acha que dá pra vir no modo Rambo: faca nos dentes e seja o que Deus quiser. Não dá! Passagens aéreas, um canto pra dormir, comida e os gastos do dia a dia fazem a gente pensar em contar moedas quando temos que trazer dinheiro do Brasil, ainda mais com nossa moeda tão desvalorizada. Tem gente que veio para o Canadá com R$ 20 mil reais? Tem. Tem gente que veio com R$ 150 mil? Também tem. Mas quanto mais dinheiro você tiver, fica mais fácil para recomeçar aqui. Outra coisa que nos ajudou foi pegar trampos remotos. Tem vários sites que oferecem jobs para levantar uma grana e até ter uma segunda opção de fonte de renda extra. Dica: Nômade Digital: um guia para você viver e trabalhar como e onde quiser 3. Escolha seu destino Canadá não se resume em Vancouver, Toronto ou Montreal. O país é o segundo mais extenso territorialmente. São dez províncias, além dos territórios. E tem muitas oportunidades também. Nós estávamos entre Vancouver e Halifax no começo do nosso plano; viemos parar em Sarnia! Ah, outra coisa: muita gente tem o lance de cidade pequena no Brasil. Podemos falar por experiência própria: uma cidade como Sarnia, que tem seus 72 mil habitantes, tem mais estrutura que cidades de 300 mil habitantes no Brasil. Cidade pequena não é sinônimo de menos oportunidades. 4. Escolha seu visto Não venha com visto de turista e tente ficar ilegal, pois você pode dar com os burros na água. Faça tudo certinho. Com visto de turista você pode estudar inglês ou francês, tirar carta de motorista canadense e fazer algum curso rápido ou viagem exploratória. Com visto de estudos, você pode estudar e pode pedir para incluir uma permissão de trabalho. Com visto de trabalho aberto você pode trabalhar com o que aparecer. São várias opções! Ah! E não esqueça de ter um passaporte válido, com pelo menos o tempo que você precisa para o seu visto. Vale a pena uma consultoria? A nossa experiência não foi muito positiva com a consultoria, pois tinham poucas opções e queriam enfiar goela abaixo um curso que nunca tínhamos ouvido falar. Além disso, a consultoria custou 150 dólares canadenses por uma hora de Skype e não nos falou nada que já não soubéssemos pelo Youtube ou blogs, fora que nos enrolaram boa parte do tempo para que fechássemos um pacote de mais uns 800 dólares, além de nos desmotivar por conta da minha idade. Mas vai de cada um. Se você tiver disciplina e/ou pouca grana, sugiro que faça por conta própria. Estudamos com alguns vídeos no Youtube (esse a gente viu umas cinco vezes!) e e-books não tão caros que te dão tudo mastigado (sugiro estes dois: MEU CAMINHO DE SUCESSO PARA O CANADÁ e MORAR LEGALMENTE NO EXTERIOR). Um colega que também tem planos para vir para o Canadá comprou o acesso para uma famosa Área VIP (cerca de 500 dólares canadenses!). Há alternativas e alternativas. Conversando com outros brasileiros aqui em Sarnia, muitos vieram com consultoria. Para deixar registrado: dá pra fazer por conta, dá trabalho e a gente fez assim. No futuro, posso contar passo a passo como fizemos. Transparência: Este artigo contém links de parceiros afiliados. Ou seja, caso você compre um produto ou contrate um serviço através destes links, ganharei uma comissão dos parceiros indicados. É uma relação ganha-ganha entre a empresa parceira, que atinge mais pessoas; o produtor de conteúdo, que continua compartilhando seus artigos sem cobrar nada por isso; e você, que continua tendo acesso a um conteúdo gratuito e de qualidade.

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Express Entry: Entenda o sistema de imigração federal canadense

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

O Express Entry ou EE é um sistema federal de imigração canadense criado para agilizar a seleção de trabalhadores qualificados de todo o mundo que desejam viver permanentemente no Canadá. O EE é a forma mais rápida e barata (?) para receber o PR (Permanent Residence), a versão canadense do Green Card americano. Por meio desse sistema, são gerenciados os três principais programas federais de imigração atuais: Federal Skilled Worker Program Federal Skilled Trades Program Canadian Experience Class (CEC) Durante datas específicas, geralmente a cada duas semanas ao longo do ano, o governo canadense convida os candidatos com maior pontuação para aplicarem a PR. Esses convites recebem o nome de DRAW (em inglês: desenhar, atrair ou chamar). Logo, apenas os mais qualificados – ou seja, os que apresentam as pontuações mais altas – são chamados. Esses candidatos selecionados recebem um Invitation to Apply (ITA). A previsão é que nos próximos anos, os DRAWs chamem mais de 3 mil perfis por rodada. Torçamos para que continue assim! Diferenças básicas entre Federal Skilled Worker Program x Federal Skilled Trades Program x Canadian Experience Class Tanto o Federal Skilled Trades Program quanto o Canadian Experience Class foram criados para beneficiar pessoas qualificadas, mas que também têm experiência de trabalho no próprio Canadá. Então quem veio com visto de estudos e/ou trabalho acaba se beneficiando bastante. Há um grande mercado educacional aqui no Canadá, onde muitos futuros imigrantes vem estudar em um College ou Universidade para se qualificarem para esses programas. Por outro lado, o Federal Skilled Worker é o programa designado para candidatos com qualificações internacionais, mas que não possuem experiência de trabalho no mercado canadense. Vagas na área de TI, mestres, doutores são alguns dos perfis que são beneficiados nesse programa. É o Canadá importando cérebros (e outros países, infelizmente, perdendo). Para determinar a elegibilidade e pontuação final, os candidatos devem passar por um processo eletrônico de seleção, o Express Entry. Quais são os fatores de seleção do Express Entry? Atualmente, o Express Entry reúne seis fatores de seleção, também conhecidos como fatores de capital humano: Proficiência da língua (inglês e francês) Nível de formação educacional Experiência de trabalho Idade Oferta de trabalho Adaptabilidade IMPORTANTE: o peso de cada fator varia de um programa do Express Entry Canadá para o outro. Proficiência da língua inglesa e/ou francesa Considerado o fator mais importante, afinal, trata-se da capacidade de saber se comunicar em uma das línguas oficiais do Canadá, a proficiência no inglês e/ou francês tem muito peso no processo. Os pontos são distribuídos nas avaliações das habilidades:  writing,  reading,  speaking e listening. Para medir essa pontuação, o governo canadense usa dois métodos: Canadian Language Benchmark (CLB) para inglês; Niveaux de competénce linguistique canadien (NCLC) para francês. Nível de formação educacional Nesse fator, quanto maior o nível de formação, seja no Canadá ou no Brasil (mediante equivalência do histórico escolar e diploma), mais pontos o candidato recebe. Experiência de trabalho Em se tratando de experiência de trabalho no Express Entry, existem algumas regras com relação à qualificação do cargo, que podem somar pontos ao aplicante ou não. Outro fator importante é o tempo de trabalho no mesmo cargo e NOC (National Occupational Classification). Explicarei no futuro o que é o NOC e como o governo canadense classifica a importância de cada cargo ou função no país. Idade No fator idade, o aplicante começa a perder pontos depois dos 30 anos de idade. A pontuação vai decrescendo conforme os anos, atingindo sua pontuação mínima aos 45 anos. Aplicantes com 46 anos ou mais não pontuam por idade. Oferta de trabalho no Canadá Em alguns casos, como na categoria Skilled Trades, o candidato precisa já ter recebido uma proposta de trabalho válida de uma empresa canadense para se candidatar a esse programa. Adaptabilidade O candidato pode ganhar mais pontos se conseguir provar que tende a se adaptar facilmente à vida no Canadá. Abaixo, listamos os fatores de adaptabilidade que dão pontos para o Express Entry: Nível de inglês/francês do cônjuge de no mínimo CLB 4: 5 pontos Estudou no Canadá no passado: 5 pontos Cônjuge estudou no Canadá no passado: 5 pontos Trabalhou no Canadá no passado (nos NOC 0, A ou B): 10 pontos Cônjuge trabalhou no Canadá no passado: 5 pontos Oferta de emprego antes de chegar no Canadá: 5 pontos Ter familiar no Canadá que seja residente permanente: 5 pontos Comprehensive Ranking System (CRS) – Sistema de cálculo de pontuação O Comprehensive Ranking System é o sistema usado para calcular a pontuação do potenciais candidatos. A pontuação do CRS consiste na soma de um conjunto básico de fatores de capital humano (até 600 pontos), mais um conjunto de fatores adicionais acadêmicos, profissionais ou familiares (até 600). A pontuação máxima possível é de 1.200. A fórmula CRS se baseia em quatro partes: Fatores de capital humano: até 600 pontos  1) Habilidades e fatores de experiência; 2) Fatores do cônjuge ou dos partidos de direito comum, como suas habilidades linguísticas e educação; 3) Transferibilidade de habilidades, incluindo educação e experiência de trabalho; Fatores adicionais: até 600 pontos 4) Fatores acadêmicos, profissionais ou familiares: Graus, diplomas ou certificados canadenses  Uma oferta de emprego válida  Uma nomeação de uma província ou território  Um irmão ou uma irmã que vive no Canadá, que é cidadão ou residente permanente  Habilidades fortes em francês  Fatores de capital humano + Fatores adicionais = Pontuação total Comprovação de fundos para o Express Entry Além dos fatores de seleção acima citados, o candidato ao Express Entry também precisará comprovar que possui renda suficiente para se sustentar durante os seis primeiros meses no Canadá, caso consiga imigrar, de fato. É importante destacar que para se tornar elegível no Express Entry não basta ter um bom perfil, mas também ter a capacidade de comprovar todas as suas qualificações por meio de documentos aceitos pelo governo canadense. Além dos programas federais Muitos perfis não alcançam a pontuação do CRS suficiente para entrar no DRAW do programa federal. Mas dependendo do seu perfil profissional e se tiverem uma pontuação boa (geralmente acima dos 400) pode receber um convite provincial, territorial ou …

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Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve."

Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas
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