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Nossa viagem de Campinas até Sarnia

26 de dezembro de 2019 by Anderson dos Santos

Terça-feira, 17 de dezembro, 14h30.

Meu primo André chegou com a van para nos levar de Campinas até o aeroporto internacional de Guarulhos (GRU). O plano era sairmos até 15h30 de Campinas, por causa do temido trânsito na Marginal do Tietê. Saímos 15h47. Tudo bem. O vôo era só 20h45. Tínhamos quase 5 horas até decolar. Despedi da minha mãe, que não quis ir com a gente até o aeroporto. Meu irmão, Robson, e sua namorada, Mara, resolvem ir com a gente também.

Nós na Rodovia dos Bandeirantes em direção ao aeroporto internacional de Guarulhos.

Terça-feira, 17 de dezembro, 18h32.

Chegamos ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Despedimos de todos que nos acompanharam, com direito a choro do meu irmão, que está emocionado, meu primo quer marcar uma de durão. Tia Li e tio Beto nos esperavam no aeroporto para se despedirem da gente também.

Eu, meu irmão Robson, Tati, Gui no colo, tio Beto e tia Li. Desculpem pela foto embaçada.

Na hora do check-in da Air Canada, Tati descobre que seria possível enviar a cadeirinha do bebê-conforto do Gui, mas meu primo, meu irmão e minha cunhada já tinham partido com ela. Resolvemos ligar e ver se eles conseguem voltar até 19h30 e meu primo diz que dá pra tentar. Tia Li e tio Beto tomam café conosco. A cadeirinha chega. Despeço do meu irmão, que novamente chora; dessa vez não segurei o meu choro. Despachamos a cadeirinha e partimos para o embarque no avião. Nos despedimos do tio Beto e da tia Li.

Terça-feira, 17 de dezembro de 2019, 21h11.

Enfim o avião decola. Gui ainda está animado: meu filho adora voar de avião. Serviço de bordo da Air Canada muito bacana, tripulação multi-étnica; um exemplo de como poderiam ser as companhias aéreas brasileiras. É meu primeiro vôo longo. Não durmo direito, mas o Gui dorme quase todas as 9h30 de vôo. Tomei minha primeira cerveja canadense durante a viagem. Vi o filme Ad Astra e o começo da sexta temporada de de Brooklin 99.

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019. 04h47.

Chegamos em Toronto. Temperatura local -4°C. Nevou! A Tati se emociona pelo primeiro contato com a neve. O vôo para Sarnia está marcado para 7h50. Temos 3 horas, mas foram tão pouco tempo! Uma recomendação, de não lembro quem, disse para passarmos alguns dias em Toronto antes de irmos para Sarnia, mas ficava bem mais caro alugar um carro ou ir de trem a partir de Toronto, do que fazer a conexão. Detalhe importante: 9 malas e 3 bolsas não caberiam em qualquer carro e a viagem de trem tem limite de bagagem.

Gui quis empurrar por todo o Aeroporto de Toronto a sua mala lotada de brinquedos.

A parte mais tensa da viagem é a imigração. Junto com nosso vôo, também chegou um vôo da Índia e nunca a expressão fila indiana fez tanto sentido. Brasileiros de calças jeans e tênis de ginástica. Indianos com calças saruel, moletons, turbantes, lenços nas cabeças: muito interessante! Nota interessante: no Brasil temos fila preferencial, aqui no Canadá não. Mas os agentes aeroportuários tem alguma regra especial para portadores de deficiência e mães com crianças de colo possam passar na frente; gestantes e idosos continuam na fila.

Depois de atendidos pelo primeiro oficial de imigração, mais uma fila e o tempo correndo contra a gente. Outro oficial de imigração, algumas perguntas, meu inglês capengando, passaportes, extratos bancários (que eu não iria trazer, mas minha esposa tanto me encheu que levei, e foi super importante! Valeu, Tati! Te amo!). Mais um tempo de espera, agora sentados, quando finalmente somos chamados e podemos entrar oficialmente no Canadá! Cruzamos o portão e… cadê nossas malas?

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 07h18.

Esteiras sem sinalização, corremos para um lado e para o outro e nada de nossas malas. Depois de alguns minutos de desespero, achamos elas largadas do lado de uma esteira parada. Também, tínhamos desembarcado quase 2h30 antes e todos os outros passageiros já deveriam ter pegado as suas malas. Corremos pelos corredores, despachamos as malas para o vôo de Sarnia, temos menos de 15 minutos até o avião decolar. Cadê o portão D7? Nesse quesito os aeroportos de São Paulo são melhores sinalizados. Achamos o portão, entramos, sou parado no raio-X. Fivela do cinto. Tiro o cinto. Temos que abrir a mala do Gui, que abre um berreiro porque o oficial está vistoriando a mala. O tempo correndo, o oficial com uma calma fora do normal e nosso vôo que iria decolar em menos de 10 minutos! Somos liberados, corremos, descemos a escada rolante, último chamado para o vôo para Sarnia, avistamos o bi-motor, que decolaria em 2 minutos, quando…

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 07h49.

… Tati não tinha colocado a sua roupa de frio. Minha esposa morre de medo do frio do Canadá e do lado de fora das janelas aquelas pilhas de neve que foram retiradas da pista não a ajudavam a perder o medo. Abrimos uma mala, depois outra. Botamos os agasalhos de qualquer jeito. Corremos para o avião. A temperatura era de -4°C com sensação de -9°C. Entramos no bimotor. A aeromoça pede para quem sentemos no fundo da aeronave. No total éramos 12 passageiros. Nunca viajei em um vôo comercial com tão pouca gente.

Avião de Toronto para Sarnia bem vazio.

A viagem dura pouco mais de 40 minutos. Tem até um mini-serviço de bordo! Duas bolachas e chá ou suco de maçã. Como o avião é pequeno, tem bastante turbulência. A Tati fica um pouco enjoada. O sol nasce pela janela. A vista aérea do condado de Lambton é linda.

Vista aérea do condado de Lambton durante o vôo de Toronto para Sarnia.

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 08h36.

Chegamos em Sarnia. -8°C temperatura local. Minha linha telefônica do Brasil funciona desde que chegamos no Canadá. Dica importante: se você é assinante da Claro com boa franquia de dados, compensa ativar o pacote Américas se ficar por Toronto ou Sarnia; aqui o plano celular é caro e não tem essa de Whatsapp, Twitter, Facebook e Instagram liberados.

Desde que saímos de Campinas até agora foram quase 19 horas. Ligo para a empresa que loquei o carro e eles chegam depois de meia-hora para nos buscar no aeroporto. Gisela, outra campineira que veio com sua família também este ano, vai nos recepcionar no aeroporto. Minha esposa vai para a casa que locamos pelo AirBNB com a Gisela e eu sigo à locadora para pagar o carro. Converso com o transfer, indiano que mora há 3 anos em Sarnia, e ele só tem elogios para a cidade. Ao pagar o carro, os atendentes estranham que meu cartão de crédito não tem meu nome. Pego o carro, sigo para a casa para reencontrar com minha família.

Nós esperando o transfer no aeroporto de Sarnia.

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, 09h41.

Finalmente chego à casa. Quase 20 horas depois de me despedir de minha mãe, 16 horas de meu irmão e nossos tios Li e Beto. Que trampo. Mas é assim. A gente precisava disso tudo.

Pensa que acabou? Que nada. Geladeira vazia. Temos que fazer compras. Mas isso fica para outro post.

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