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Três fatores-chave que fazem diferença no EE

31 de janeiro de 2020 by Anderson dos Santos

Uma dúvida frequente, principalmente quando se começa a pesquisar os processos de imigração para o Canadá, é: “Será que eu tenho chances de ir para o Canadá pelo Express Entry?”

O Express Entry ou simplesmente EE (programa federal de imigração canadense) é, para muita gente, o sonho para conseguir se mudar direto para o Canadá. Ele representa economia de tempo e dinheiro em relação à maioria das outras dezenas de processos de imigração e justamente por isso, acaba sendo muito disputado. Cada ponto conta para conseguir uma boa colocação no Pool.

Não sou nenhum especialista em processos de imigração, mas ao longo de muitas pesquisas no site oficial do Express Entry e em fóruns na internet, e depois de fazer um simulador para calcular as nossas chances, algumas características dos candidatos mais bem colocados na tal piscina vão se destacando. Ter LMIA (Labour Market Impact Assessment), experiência canadense (trabalho e/ou estudo) ou um convite de uma província é o lugar comum dos primeiros colocados.

Porém, aqui fica interessante, um candidato que nunca trabalhou ou estudou (ou mesmo, nem pisou) no Canadá pode sim ter chances de ser chamado a aplicar para a residência permanente (Permanent Residence ou PR). Nesse caso, alguns fatores-chave pesam muito e podem garantir uma alta pontuação para candidatos que querem aplicar ao Express Entry sob o programa FSW (Federal Skilled Worker). Ao contrário do que se pode pensar, não é tão impossível assim para alguém que sempre viveu no Brasil ser convidado. Se você se encaixa em algum (ou mais de um deles), pode começar a aprofundar suas pesquisas e aumentar suas esperanças!

I. Ter pontuação excelente no inglês (CLB 9 ou mais no IELTS)

Esse é o primeiro fator da lista, por ser também o mais importante. Um CLB 9 no IELTS (8 no Listening e 7 nas outras habilidades), além de garantir ao aplicante principal quase o máximo de pontos de idioma (124 de 128 possíveis), permitirá que o candidato ganhe diversos pontos-bônus, quando combinado com outras características do perfil. Isso pode fazer toda diferença na hora de cruzar a barreira dos 460 pontos, o que acredito que seja o suficiente para receber um ITA (Invitation to Apply) ainda em 2020. Sem isso, é praticamente impossível (no presente momento) ser convidado a aplicar pelo processo federal, por isso o IELTS deve ser a etapa de maior dedicação do candidato.

II. Ter uma pós graduação validada por uma instituição de equivalência + uma faculdade de pelo menos 3 anos

Esse item é matador. Além de conferir mais 8 pontos em relação a uma graduação apenas, a partir desta faixa de estudos pode-se ganhar 50 pontos extras (os chamados Transferability Skills) quando combinado a um CLB 9. Importante que a pós graduação precisa ter pelo menos um ano de duração e estar validada por uma instituição de equivalência credenciada pelo CIC (como a WES), pois nem todas as pós-graduações brasileiras são aceitas e obtêm equivalência. O mesmo vale aqui para mestrado, doutorado, pós-doc etc.

III. Ter pelo menos três anos de experiência de trabalho em um NOC zero, A ou B, sendo pelo menos um ano contínuo

Este é um item importante por conta do critério mínimo de seleção para o FSW. É necessário ter pelo menos um ano contínuo de experiência de trabalho em NOC (National Occupation Classification) zero, A ou B para qualificar-se dentro dos 67 pontos exigidos pela tabela do FSW e, assim, poder entrar no Pool. Outro ponto é que, se você tiver 3 anos de experiência em uma mesma área (que você vai escolher como seu NOC principal), somados com CLB 9 ou mais no IELTS, você ganha mais 50 pontos de Transferability Skills. Já deu pra notar que o IELTS ser o ponto chave do processo, né? E não é papinho de professor de inglês, porque eu sou professor de Ciências!😉

Por fim, dois fatores extras:

  • Idade entre 20 e 29 anos

Esta faixa de idade é a que confere mais pontos aos candidatos, sendo um total de 110 pontos. A partir daí, perde-se pontos a cada ano a mais (ou a menos). A idade deixa muito candidato a imigrante descabelado, mas não é pra tanto. O importante é que, tendo os outros fatores, suas primaveras vão pesar menos e a importância vai caindo quanto mais qualificações o imigrante tem, de modo que pessoas que estudam e trabalham no Canadá ou tem convite de província (que também pode ser conseguido por quem tem 400 ou mais pontos sem nunca ter estado lá, mas isso eu explicarei no futuro) dificilmente serão afetadas pelos anos a mais (ou a menos).

  • Francês

Se você tiver uma boa nota no IELTS, que tal estudar um pouco de francês? O Canadá é uma país “bilíngue” (curiosidade: aqui em Sarnia além dos funcionários públicos que trabalham no atendimento que tem que falar francês, só conheci uma senhora na igreja que também falava e uma cuidadora de crianças que é francesa), e se você tirar ao menos CLB 5 no TEF (Test d’évaluation du Français) você já começa a ter pontuação extra no Express Entry. Com um CLB 7 no TEF você ganha ainda mais 30 pontos extras! Então, para quem tem facilidade com idiomas, é uma boa!

É isso pessoal! Espero que tenha ajudado a clarear um pouco mais pra quem está iniciando esta longa jornada.

Até mais!

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